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Bauru: confirmados mais dois casos de leishmaniose


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O Instituto Adolfo Lutz confirmou dois casos de Leishmaniose Visceral Americana (LVA), referentes a 2013, em Bauru. Trata-se de duas crianças. Uma menina de 1 ano, moradora da Pousada da Esperança, tratada no Hospital Estadual de Bauru (HE), e outra menina, só que de 3 anos, moradora do Jardim Petrópolis, também tratada no HE.

Assim, em 2013, Bauru totaliza, até o momento, quatro casos de LVA, com um óbito. Em 2012, foram totalizados 35 casos da doença e três mortes, sendo duas com sintomas iniciados em 2011 e uma com início dos sintomas em 2012.

A doença

Os principais sintomas da leishmaniose visceral do homem são febre prolongada, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. Na maioria dos casos, o período de incubação da doença é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.

Em casos do aparecimento de alguns dos sintomas acima, deve-se procurar imediatamente a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência para o possível diagnóstico da doença e as demais providências necessárias.

A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário leishmania chagasi. Não é contagiosa, nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.

No caso de prevenção contra leishmaniose, é necessário evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença. Na área urbana, os cães são os principais animais hospedeiros e os sintomas no animal são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, perda de peso, lesões oculares, atrofia muscular e, em alguns casos, o crescimento exagerado das unhas. Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. É, por lei, proibido tratar o animal, sendo obrigatória a eutanásia.

 

Para evitar a leishmaniose

·        Eliminação diária das fezes acumuladas dos animais

·        Recolhimento de matéria orgânica em decomposição no solo

·        Evitar árvores frutíferas de grandes copas, que proporcionem sombra constante e que mantendo a umidade do solo o que facilita a decomposição da matéria orgânica depositada sob as mesmas, ou seja, manter as árvores devidamente podadas.

·        A Vigilância alerta também que é proibida a criação de animais tais como porcos e galinhas em área urbana, principalmente pela preferência do mosquito palha por estes locais.

 

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