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Outono - hora da vitamina D

Celso Felício de Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Com a chegada das águas de março e com o término do verão a partir de hoje, os seres humanos que vivem abaixo da linha do equador iniciarão um período de aproximadamente 6 meses de menor exposição solar. Sendo assim, a síntese de vitamina d estará prejudicada e, consequentemente, problemas relacionados à sua deficiência podem aparecer. Chamada de vitamina, na verdade é um esteroide, pois é sintetizada a partir do colesterol, em quantidades relativamente grandes por ação fotoquímica na pele. Os raios ultravioletas incidindo sobre à pele transformam o 7-dehidrocolesterol em colecalciferol (vitamina d3). Sendo sua maior fonte originada através da exposição solar, 95%, os outros 5% ficam por conta da alimentação, que nesse período torna-se insuficiente para nossas necessidades. Dai a necessidade de reposição nos indivíduos carentes. A principal função da Vitamina D no organismo é a regulação de cálcio e fósforo, processo conhecido como homeostase, essencial para a mineralização óssea.

Com o explosivo interesse científico sobre o amplo espectro de ação da vitamina d, o pesquisador Michael F. Holick foi o pioneiro e inspirador de estudos significativos que investigaram como receptores localizados por todo o corpo podem empregar a vitamina d para reduzir o risco de câncer, doenças cardíacas, diabetes, depressão. Com a chegada do tempo mais frio, há um aumento na incidência de infecções respiratórias devido à agressão às vias respiratórias causadas pelas baixas temperaturas, pelo confinamento das pessoas em ambientes fechados e, consequentemente, maior facilidade para o contágio.

Estudos revelam que o sistema imune inato é uma cadeia do sistema imune que responde imediatamente à invasão microbiana. Tão rápida uma invasão seja detectada, o sistema imune inato libera um composto chamado peptídeo antimicrobiano, em inglês "AMPS". O tecido que reveste nossa árvore respiratória são especialmente ricos em células que produzem AMPS, onde eles proporcionam o uma primeira linha de defesa contra os vírus influenza. Somente nos últimos anos os cientistas têm descoberto que essas células, AMPS, requerem vitamina d para funcionar efetivamente. O trato respiratório converte a vitamina d em sua forma ativa, refletindo uma íntima relação entre a vitamina d e as defesas do hospedeiro. Logo, além da imunização já realizada pelos órgãos governamentais através das vacinas para a prevenção das gripes, é também necessária a dosagem laboratorial, avaliando os níveis de vitamina d, e efetuar a reposição através de orientação médica, nos pacientes que assim necessitarem.

O autor, Celso Felício de Carvalho, é médico em Bauru

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