Bairros

Pacientes reclamam de demora no Pronto-Socorro Central de Bauru

Bruna Dias com Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

Espera no Pronto-Socorro Central chegou a sete horas, segundo pacientes

O último fim de semana foi bastante movimentado no Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru. As reclamações constantes na demora de até sete horas para o atendimento dos pacientes e falta de lençóis foram as grandes críticas, principalmente no domingo.  Diversos pacientes entraram em contato por telefone com o Jornal da Cidade para criticar a situação.

No setor de Pronto Atendimento Infantil (PAI), as críticas não foram muito diferentes. Segundo o relato de algumas mães, crianças tiveram que ficar sentadas no chão. Suzana Aparecida Rodrigues, que procurava atendimento médico para sua filha de 10 anos, estava indignada com a demora e a fila. Ela ainda aproveitou para criticar que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não ajudaram a desafogar o PSC.

Rebate

Em entrevista ao JC na tarde de ontem, o diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Bertozo Sabbag, disse que a demora do atendimento registrada pelos funcionários foi de três horas. “A equipe trabalhou normalmente, apenas 35 fichas de pacientes da tarde foram passadas para a noite. A demora, segundo eu apurei, foi de cerca de duas a três horas”, disse.

Sobre demoras excessivas, Sabbag alertou que, às vezes, as pessoas podem perder a vez de serem atendidas devido à distração ou saída indevida da sala de espera. “Pode acontecer de o paciente não escutar quando é chamado, ou sair da sala de espera por algum motivo e acabar perdendo sua vez. Dificilmente temos um atraso de mais de sete horas”, explicou.

Lençol

Sobre a reclamação da falta de lençóis, Sabbag explicou que ainda está apurando o que realmente aconteceu, já que a remessa de lençóis limpos, que é entregue duas vezes ao dia por uma empresa terceirizada, não chegou na tarde de domingo. No entanto, havia lençóis limpos para serem substituídos, por isso ele acredita que pode ter faltado comunicação entre os funcionários e a chefia do setor.

“Ainda não sabemos o que houve na empresa. Eles trazem os lençóis limpos duas vezes ao dia: pela manhã e à tarde. Os lençóis da tarde não chegaram, mas tinham lençóis guardados em caso de emergência. O que aconteceu, acho, também foi uma falta de informação entre os funcionários e a chefia do setor. Eles cobriram as macas com lençol de papel e não há problema nenhum nisso”, esclareceu Sabbag.

Ontem a empresa terceirizada que presta o serviço não falhou com a entrega dos lençóis, segundo o diretor do DUE. “Nós estamos esperando a empresa explicar o que aconteceu”, finalizou.

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