Para a polícia, o modo de operação do grupo era bastante avançado. Porém, as ações convergiam com a fragilidade das agências bancárias e do INSS. “O funcionário do banco só olhava a pessoa e comparava com a foto e a assinatura do documento falsificado. A falta de demais protocolos de segurança expõe a fragilidade”, aponta o delegado Kleber Granja.
Segundo ele, o INSS precisaria firmar mais dispositivos de segurança com os bancos para evitar tais problemas. “É um crime que incide nos cofres públicos. Um crime silencioso e muito danoso”.
Por meio da assessoria de comunicação, o instituto afirma que aguardará as investigações para falar sobre o caso, porém adianta que a responsabilidade em conceder o empréstimo consignado mediante documentos falsificados é da agência bancária.
Desse modo, o próprio INSS não se coloca sequer como vítima. Ainda por meio da assessoria, o instituto aponta que o lesado é o segurado e que, caso constatada negligência do banco, é a instituição financeira que precisará ressarcir o beneficiário prejudicado.
A reportagem acionou o Bradesco. “O Bradesco não vai comentar o assunto”, limitou-se a dizer o banco, em nota, na íntegra, emitida pela assessoria de comunicação.