Política

UPA M. Dota e PSC também estão sem compressores


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A partir de denúncias do Conselho Gestor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bela Vista, o Jornal da Cidade mostrou ontem que, entre outros problemas, o compressor de ar do local não está funcionando há 10 dia, impedindo o funcionamento do autoclave, responsável pela esterilização de instrumentos. O problema, porém, não se restringe à unidade em questão, pois os compressores da UPA do Mary Dota e do Pronto-Socorro Central (PSC) também não estão funcionando.

O diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Bertozo Sabbag, minimiza o problema ao alegar que os usuários não são diretamente afetados. Isso porque aparelhos como o respirador e o aspirador são ligados na rede de oxigênio.

A reportagem do JC foi ontem até a UPA do Bela Vista e constatou que os dois equipamentos, de fato, estavam disponíveis para a utilização

Já a esterilização dos instrumentos, possível a partir do autoclave, tem sido feita no hospital Lauro de Souza Lima. “Antes, eram feitas nas UPAs do Mary Dota e do Bela Vista”, informa Sabbag.

Segundo o diretor, já há um tempo, foi constatado um problema no painel do compressor de ar do Mary Dota, que está em manutenção e, em breve, deve ser consertado.

Estranha, porém, é a existência de problemas em equipamentos inaugurados há tão pouco tempo. A UPA da região leste, por exemplo, foi entregue à população em julho de 2011. A do Bela Vista, quatro meses depois.

Em entrevista ao JC, publicada na edição de ontem, o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, admite que o equipamento adquirido para a segunda unidade é de baixa qualidade. “O compressor foi adquirido na mais estrita obediência aos processos de licitação pública, o que faz com que nem sempre coincida menor preço (para a mesma especificação) com a melhor qualidade”, afirmou ele, garantindo ainda que não houve falhas na especificação do edital.

Problema antigo

Mais espantoso ainda é o caso do compressor do PSC. Sabbag conta que, na gestão Tuga Angerami, antes mesmo de assumir o cargo de diretor do DUE, o equipamento já estava desligado. “Foi um problema de contaminação. Entrou óleo na rede”, conta.

Segundo ele, nada foi feito até agora porque está prevista a execução de ampla reforma na unidade. Ainda não há, no entanto, prazo previsto para a obra, pois a secretaria pleiteia recursos junto ao Ministério da Saúde.


Conselhos

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru ratificou ontem que o conselho gestor da UPA do Bela Vista, responsável por denúncias publicadas na edição de ontem, enfrenta problemas de legalidade em sua composição, pois alguns membros teriam tomado posse em desacordo com as regras previstas por lei.

A reportagem procurou ainda as UPAs do Mary Dota e do Ipiranga, mas foi informada que essas unidades não possuem conselhos gestores. As eleições para os órgãos de todos os postos de Saúde do município estão marcadas para abril deste ano.

 

 

Um dos pontos que mais chamou atenção nas denúncias do conselho gestor foi a falta de roupas de cama na UPA Bela Vista. O documento é de janeiro e Luiz Antônio Bertozo Sabbag admite que, à época, faltavam lençóis. No entanto, atribuiu à lavanderia contratada pela secretaria o problema registrado no último domingo, no Pronto-Socorro Central (PSC). “A empresa terceirizada não entregou a parte da tarde. Apesar disso, tinham algumas peças disponíveis. Foi uma falha da funcionária”, pontua o diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE). A lavanderia em questão é a R.A.G. Paula – ME, do vereador Raul Gonçalves de Paula (PV). Ele afirma que, diferentemente do que foi dito por Sabbag, no último domingo foram três entregas de roupas de cama, duas a mais do que o contratado. Raul estranha o fato de, em uma das entregas, os funcionários que receberam as roupas de cama lavadas terem se recusado a assinar o comprovante. “É um praxe nosso. De qualquer forma, entrei em contato com o secretário de Saúde [Fernando Monti] e deixei com ele o telefone de nossa enfermeira chefe para evitar problemas”.


O vereador diz ainda que pode haver uma defasagem na quantidade de roupas de cama. “O ideal é que, para cada leito, haja um em uso, um lavando e um de reserva. Com o frio, a demanda por cobertores aumenta”, observa Raul.


Segundo ele, o único problema enfrentado se deu há cerca de 40 dias, quando a fiação da lavandeira foi furtada e o poço de água parou de funcionar. A lavanderia chegou a ser notificada pela prefeitura, mas o problema foi sanado em três dias.

 

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