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Ideli diz esperar que a questão dos royalties seja resolvida logo

Folhapress
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A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse nesta quarta-feira (20), que o governo espera que o impasse sobre a nova divisão dos royalties do petróleo não seja demorado. As informações são da Agência Brasil.

"É importante para nós que a judicialização dessa matéria não seja demorada. Esperamos que não se prolongue para que essa riqueza possa ser aplicada na educação", disse a ministra.

 

Ideli voltou a defender a manutenção dos contratos dos poços já licitados e que os recursos oriundos dos novos contratos sejam destinados integralmente à educação. As declarações foram feitas durante o programa "Bom Dia, Ministro".

 

"É salutar que tenhamos nos contratos a serem celebrados daqui para a frente uma divisão equilibrada dos royalties e que os recursos dessa riqueza possam ser destinados à educação".

 

Na última ultima segunda-feira, em decisão liminar, a ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu os efeitos da lei dos royalties até o julgamento do mérito da ação impetrada pelo governo do Rio de Janeiro.

 

Ontem, a ministra do STF afirmou que decidiu individualmente suspender a lei que estabelece nova distribuição dos royalties do petróleo porque a medida trazia risco financeiro para os Estados. Para a ministra, a questão era urgente.

 

No tribunal, não é comum uma decisão provisória (liminar) concedida individualmente em ações que questionam a constitucionalidade de uma lei. Normalmente, o relator deixa para o plenário avaliar a necessidade de liminar.

 

"Os royalties são distribuídos mensalmente. Então, na virada do mês eles [Estados] têm que saber qual é a regra que vale. Essa é a razão. A urgência qualificada era essa. Só isso", disse a ministra do STF.

 

Cármen Lúcia reconheceu que o ideal era submeter o caso ao plenário, mas disse que não era possível esperar. "Nesses sete anos, numa única ocasião me aconteceu isso", disse.

 

Relatora das quatro ações que pedem a derrubada da nova lei dos royalties, Cármen Lúcia afirmou que em abril deve submeter o caso ao plenário do STF.

 

A maneira como a compensação dos royalties é calculada no país faria com que o novo modelo de rateio só entre em vigor, de fato, daqui dois meses.

 

A nova divisão transfere recursos de Estados e municípios produtores para os que não produzem petróleo.

 

Rio e Espírito Santo são os mais prejudicados porque, como produtores de petróleo, perdem receita se a distribuição dos royalties for feita de forma igualitária.

 

Os royalties são um percentual do lucro obtido pelas empresas e pagos ao Estado como forma de compensação pelo uso de recurso natural.

 

Pela regra atual, os grandes Estados produtores ficam com 26,25% dos royalties. Os não produtores recebem apenas 1,76%.

 

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