Tribuna do Leitor

Acidentes de trânsito


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A população brasileira, em geral, as pessoas que circulam pelo trânsito das cidades, rodovias estaduais e federais, no que se relaciona com a movimentação do trânsito, vive um drama (dos grandes), que por certo durará muitos anos para ser resolvido, isto, se houver coragem e empenho das autoridades constituídas. A frota de veículos (face às facilidades do crédito) tem aumentado, razão da grande circulação de veículos de passeios, coletivos e de transporte rodoviário de pessoas ou cargas. A índole de aceitação do nosso povo, associado ao "jeitinho brasileiro", referindo-se ao grande número de motoristas (mal formados), muitos irresponsáveis, outros por motivos diversos (pessoais e emocionais), abaixo esclarecidos e uma grande maioria por questões de "bebida alcoólica", teimam e persistem em não aceitar o slogan: "Se beber não dirija".

No tocante à bebida alcoólica, é fácil esclarecer por que os motoristas provocam tantos acidentes, tanto na zona urbana, como nas rodovias. O álcool é considerado uma droga, e como tal é das mais antigas que conhecemos. Sua destilação é efetuada pelo próprio homem, de forma artesanal ou industrial. É um líquido puro, incolor, volátil, com gosto áspero e queimante. Sua utilização é variada, podendo ser utilizado puro, como combustível, solvente, óleo e resinas ou ser aproveitado, para produção de uísques, vinhos, etc. Provoca efeitos na pessoa humana, efeitos estes notórios e visíveis a olho nu. Mas o bebedor, "alcoólatras" e os "não alcoólatras", espontaneamente, procuram esconder os efeitos do álcool, ou seu estado de "embriaguez". Começa aí a ocorrência dos muitos problemas, que poderiam ser evitados, se o bebedor "tivesse formação de berço", fosse honesto consigo mesmo e assim respeitasse seu estado alcoólico, de não dirigir.

Um trago de uísque, um copo de vinho ou uma cerveja podem desencadear, uma avalanche de respostas estimulantes através do corpo, como, uma sensação de bem estar, as ideias se multiplicam, a confiança aumenta, as frustrações de acomodam e os sentimentos de camaradagem, diversão e contentamento, incham e crescem. Para uma grande maioria dos bebedores, o álcool é considerado uma bebida social e inofensiva. Ao beber, o álcool vai rapidamente para o estômago e parte dele para o intestino delgado, onde suas composições químicas são absorvidas pela corrente sanguínea. O álcool é uma substância que confunde seu próprio usuário. Em pequenas quantidades, é um estimulante, o bebedor sente-se eufórico, falante, liberado de sua própria timidez e problemas pessoais (emocionais e outros).

Em quantidades maiores, ele age como um sedativo, e como tóxico ou função venenosa, perdendo o usuário sua sobriedade, controle emocional e pessoal. Beber grandes quantidades durante um longo tempo ou período, neste caso, a combinação química do álcool, age nocivamente nas células, tecidos e órgãos do bebedor. O álcool, surpreendentemente, tem a capacidade de aliviar aflições, tensões e outras dificuldades pessoais e emocionais. O bebedor, no estágio mais avançado, é considerado "alcoólatra", certamente sofre da "síndrome de abstinência", que é a dependência total do álcool, e o fato de beber muito o faz sentir bem consigo mesmo, apesar de estar física e emocionalmente alcoolizado. Neste estado, o bebedor não pode parar de beber, caso contrário, sentirá os efeitos da desnutrição e de abstinência, e terá dificuldades fisiológicas, bem como de relacionar-se com outras pessoas, necessitando de medicação específica.

Entretanto, os suscetíveis aos efeitos do alcoolismo (alcoólatras), depois de beberem vários drinques, dentro de sua tolerância alcoólica, não querem mais parar de beber; perdem o fio de manter uma conservação, seus reflexos ficam atrasados, sua fala fica mole e arrastada e seu andar pouco firme. Ficam deprimidos; com sonolência; a lentidão e a coordenação física se intensificam, estando o bebedor neste estágio totalmente dependente do álcool.

A mídia tem mostrado, diariamente, acidentes que têm vitimado famílias inteiras, porque o motorista está dirigindo após consumir bebida alcoólica, estando, numa das condições acima citadas, sem nenhuma condição para manter-se na direção de qualquer veículo, conduzindo-o sem os reflexos necessários, sob sonolência, sem a capacidade de avaliar sua velocidade, regras, sinais e placas de trânsito, certamente fechando e ultrapassando irregularmente outros veículos que transitam no mesmo sentido, ou em sentido contrário, e até em alta velocidade, provocando, assim, os inúmeros acidentes de trânsito, matando a si próprio e outras pessoas, que estão alheias aos problemas pessoais de motorista irresponsável. O Brasil, face à índole de sua população, é um dos países que mais matam ou morrem pessoas no trânsito. Por estas razões, não é demais insistir: "Se beber não dirija"

Darci da Luz - Membro da ABLetras

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