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Primeiro disco do grupo completa 50 anos hoje |
Não é o melhor disco dos Beatles. Nem o pior. “Please, Please Me” é, acima de tudo, especial. O primeiro. Aquele que, hoje, completa 50 anos. E que não tem idade.
É nesse bolachão atemporal de estreia do quarteto que está, por exemplo, “Twist and Shout” - uma das gravações mais populares dos anos 60.
O álbum tem seis regravações - inclusive a gritada “Twist and Shout” (Phil Medley e Bert Russell). E oito já com a assinatura “McCartney & Lennon” - e não “Lennon & McCartney”, como a dupla ficaria conhecida. “Disseram que assim soava melhor e eu respondi que, para mim, não”, revelaria Paul McCartney muitos anos depois. Mas foi voto vencido.
“Please, Please Me” (algo como “Por Favor, me Agrade”) saiu pela Parlophone e foi gravado em 12 horas – que renderam 32 minutos e 45 segundos de puro rock alegre, irregular, ingênuo, desafinado, simples, empolgante. O produtor já era George Martin - um “luxo” para uma banda que tinha sido reprovada pela Deka Tapes.
Puxou a fila
O disco funciona como um “Beatles ao vivo” no estúdio. Eram os rapazes fazendo o que já executavam no Cavern Club de Liverpool desde 1961.
A capa mostra os quatro na sacada do segundo andar da EMI Records – dona do selo Parlophone -, em Londres. Anos mais tarde, com barbas e bigodes, John, Paul, George e Ringo repetiram a ideia com foto no mesmo lugar – só lançada como capa de coletânea.
“Please, Please Me” puxou a fila e o grupo chegou ao topo das paradas inglesas. O disco também tinha “Love Me Do” – que já havia sido lançada como single um ano antes.
Vale observar que os quatro jovens amigos já tocavam desde 1957, juntos ou separados (a formação clássica dos Beatles é de 1960).
De lá para cá, essa história ainda não teve ponto final – mesmo com fim do grupo em 1970 após 13 discos, o assassinato de John Lennon em 1980 e a morte por câncer de George Harrison, em 2001.
Paul e Ringo Starr seguem na estrada. Se pedirem emprego em uma gravadora, o currículo até que é bom: ter 50 anos de disco não é para qualquer um.
‘Test drive’ nas ruas
Eles ouviram, mas sem saber o que era...
O JC saiu com um iPod em mãos e convidou pedestres de Bauru para ouvir trechos do primeiro álbum dos Beatles sem aviso prévio de que banda se tratava. Confira algumas reações:
Fotos: Malavolta Jr. |
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“É Beatles? Ah! Isso, que era música de qualidade. Não são como as de hoje.”
Adriana Pereira, 38 anos, vendedora de produtos sensuais, moradora no Bauru 22
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“Gostei do som, boa música. Mas eu não entendi nada da letra!”
Wagner Ferreira, 66 anos, aposentado, morador na Bela Vista
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“Gostei. Muito bom! Tem uma vibe dos anos 60 e 50, mas parece banda atual. Parece Arctic Monkeys, mas acho que não é, não. Deve ser banda antiga mesmo.”
Roisin Carey, 19 anos, estudante, morador na Vila Giunta
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“Por que vocês tão colocando Beatles pra eu ouvir? É Beatles, sim. É sempre uma música boa!”
Carlos Chinalli, 51 anos, mecânico de manutenção, morador na Granja Cecília
Colaboração: Jéssica Lane
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