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Após saída de índios de antigo museu, manifestantes e policiais entram em confronto no Rio

Agência Brasil
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Manifestantes que acompanhavam, do lado de fora, a saída de indígenas do prédio do antigo Museu do Índio ocuparam a Avenida Radial Oeste - uma das principais e mais movimentadas da cidade do Rio, que passa ao lado do museu. Todos os índios saíram  pacificamente, e o imóvel está vazio.


O Batalhão de Choque da Polícia Militar usa bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bala de borrachas para conter os manifestantes, que fizeram uma corrente humana no meio da pista. Eles estão sendo retirados à força. Jornalistas também foram atingidos e o clima é de confusão.  

 

Índios aceitam oferta do governo do Rio e deixam prédio

A ocupação do prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, foi encerrada . Cerca de 20 índios que moravam no imóvel aceitaram a oferta do governo do estado e serão transferidos para Jacarepaguá, na zona oeste. Eles deixam o local em vans da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.

Reprodução/UOL

Cerca de 50 homens do Batalhão de Choque cercaram nesta sexta-feira (22), o prédio que abrigava o antigo Museu do Índio

Com apoio de dezenas de manifestantes, os índios saíram do local pacificamente. Levaram seus pertences e acenderam uma fogueira que chega a dois metros na entrada do prédio. Eles serão transferidos para a Colônia de Curupaiti, em Jacarepaguá, onde deverá funcionar o Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas, prometido pelo governo estadual.

Em nota distribuída na noite de ontem (21), além da transferência do índios para Curupaiti, com a promessa de preservar a cultura indígena, a Secretaria de Assistência Social também se comprometeu a criar um Conselho Estadual de Direitos Indígenas, que funcionará como órgão consultivo do estado para a formulação de políticas públicas para essa população.

O prédio estava cercado desde às 3h por policiais do Batalhão de Choque. Por ordem da Justiça Federal, o imóvel deveria ser desocupado ainda esta sexta-feira (22), a pedido do governo do estado do Rio de Janeiro, que deseja reformar o local para receber o Museu Olímpico.

Reprodução/UOL

Polícia invadiu o Museu do Índio e retira dos manifestantes

Durante os protestos contra a desocupação nesta manhã várias pessoas foram detidas por policiais militares. O Batalhão de Choque, chamado para intervir, respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e jogou spray de pimenta nos manifestantes que protestavam Avenida Radial Oeste -  um das principais da cidade - ao lado do museu. Eles foram retirados à força.

Uma jovem que se disse representante do grupo ucraniano Femen no Rio tirou a blusa e correu para o meio da pista, mas foi contida por pelos policiais, sob protestos.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para apagar a fogueira dos índios e evitar acidentes.

Construído no século 19, o prédio abrigou o Serviço de Proteção ao Índio, comandado pelo Marechal Candido Rondon. Já como museu, o local teve entre seus diretores o antropólogo Darcy Ribeiro

Vladimir Platonow/ABr

Policiais do Batalhão de Choque cercam, desde a madrugada desta sexta-feira (22), o prédio do antigo Museu do Índio

Cerca de 50 policiais chegaram por volta das 3h e isolaram o prédio, impedindo a entrada de manifestantes e de jornalistas. Os policiais militares usaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar as pessoas que estão do lado de fora.

Um grupo de manifestantes sentou-se no meio da Avenida Radial Oeste, uma das principais da cidade, que liga a zona norte ao centro. O clima é tenso no local, à espera do oficial de Justiça que deverá trazer a ordem de imissão de posse.

Do lado de dentro do museu, índios que ocupam o prédio desde 2006 seguram arcos e flechas e prometem resistir e permanecer no local. Entre os indígenas, há mulheres, idosos e crianças.

Construído no século 19, o prédio abrigou o Serviço de Proteção ao Índio, comandado pelo marechal Candido Rondon, e depois foi transformado em Museu do Índio, tendo entre seus diretores o antropólogo Darcy Ribeiro. Os indígenas desejam que o local abrigue um centro cultural.

O governo do Rio se comprometeu a construir, até o final de 2014, um centro de referência indígena no terreno onde atualmente está a estrutura desativada do Presídio Evaristo de Moraes, conhecido como Galpão da Quinta, no parque da Quinta da Boa Vista. Outra alternativa seria construir o centro em Jacarepaguá, na zona oeste, em uma área verde onde funcionou a colônia de hansenianos de Curupaiti.

As duas possibilidades foram apresentadas na quinta-feira (21) a representantes dos índios que ocupam o prédio do antigo museu. Os líderes indígenas rejeitaram a proposta de construir o centro cultural em outro local.

Vladimir Platonow/ABr

O imóvel deverá  ser desocupado ainda nesta sexta-feira (22), por ordem da Justiça Federal, a pedido do governo do estado do Rio de Janeiro, que deseja reformar o local para receber o Museu Olímpico

 

 

 

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