A Santos Brasil, operadora do terminal de contêineres na margem esquerda do porto de Santos (no litoral de São Paulo), vai recorrer da liminar que exigiu da empresa medidas para impedir o estacionamento de caminhões na rodovia Cônego Domenico Rangoni, antiga Piaçaguera-Guaruja.
Ao longo da semana, filas gigantescas de caminhões congestionaram a principal via de circulação na Baixada Santista. A Santos Brasil argumenta que não tem responsabilidade sobre os congestionamentos e se diz vítima da situação.
Na decisão liminar (provisória), o juiz Ricardo Justo determinou à empresa prazo de 48 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil por caminhão estacionado. Ele ainda intimou a Polícia Militar Rodoviária, que deverá fiscalizar o cumprimento da decisão.
Segundo Caio Morel, diretor de operações do terminal, os problemas têm sido provocados pelos caminhões de graneleiros, usados para o transporte da soja e do milho.
"Os terminais de granéis vegetais são os responsáveis por essa confusão. Eles não possuem um controle do fluxo de caminhões e isso é que tem provocado essa situação", diz.
O terminal de contêineres vai alegar ao juízo de segunda instância que utiliza um sistema de controle para disciplinar o fluxo de caminhões que prestam serviço à Santos Brasil. Por dia, o terminal recebe cerca de 2,7 mil caminhões.