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Índios desalojados ainda não decidiram local de ?nova aldeia?

Da Redação
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Um dias após serem retirados do prédio ao lado do Maracanã, que ocupavam desde 2006, os índios ainda não decidiram qual das três propostas apresentadas pelo governo estadual irão aceitar.

Foram oferecidos a eles três terrenos, onde poderiam construir uma nova aldeia: uma área em Bonsucesso, zona norte, no antigo Abrigo Cristo Redentor, para onde são levadas algumas das pessoas recolhidas nas ruas da cidade; outra em Jacarepaguá, zona oeste, onde funcionou a Colônia Curupaiti, que abrigou doentes de hanseníase até os anos 80; a terceira, um local em São Cristóvão, zona norte, onde há um presídio que seria demolido.

Anteontem, após serem retirados do terreno do antigo Museu do Índio em uma operação na qual manifestantes enfrentaram policiais, que reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, os indígenas visitaram o terreno em Jacarepaguá.

“É um local bonito visualmente e extenso, o que significa que teremos espaço para construir a aldeia modelo que tanto desejamos. Mas soubemos que o solo do local é contaminado pois fica próximo a um hospital que atendia a leprosos. Como queremos plantar, não podemos aceitar ficar em um lugar contaminado e que pode oferecer risco a nossa saúde”, disse o índio Afonso Aporinã.

“O que me preocupa é que o local é um pouco distante e não é fácil conseguir um meio de transporte público para chegar ou sair dali”, afirmou o índio Carlos Tucano.

Em nota, o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN) afirmou que os índios serão bem recebidos “pela população que hoje vive na antiga colônia” e que há mais de três décadas atua “no enfrentamento do preconceito e do estigma ainda associado à doença”.

Os índios estão temporariamente num hotel no centro do Rio, usado pelo Estado para abrigar pessoas tidas como “vulneráveis”.

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