O Chipre anunciou ontem que está pensando em confiscar um quarto do valor de grandes depósitos em seu maior banco, enquanto busca levantar fundos para obter um pacote de ajuda da União Europeia e evitar o colapso financeiro.
O ministro das Finanças do país, Michael Sarris, afirmou que “progressos significativos” foram feitos em negociações realizadas em Nicósia com autoridades da UE, do BCE (Banco Central Europeu) e do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Ele confirmou que as discussões foram centradas na possível taxação de cerca de 25 por cento do dinheiro presente em contas com mais de 100 mil euros no Banco do Chipre, e expressou esperança de que o pacote possa estar pronto até o final do dia, para aprovação no Parlamento.
O Chipre tem amanhã o seu prazo final para alcançar um acordo com a UE, ou o BCE diz que cortará o fluxo de recursos para os problemáticos bancos da ilha, causando a potencial saída da nação do bloco monetário europeu.Em meio a sinais de melhora nas negociações, autoridades cipriotas e da UE disseram que o presidente do país, Nicos Anastasiades, espera se encontrar em Bruxelas, hoje, com líderes europeus.