Tribuna do Leitor

O ledo engano de Aurélio


| Tempo de leitura: 2 min

"A república não suporta mais tanto desvio de conduta". Estas foram as palavras do ministro Marco Aurélio, do STF, ao proferir um de seus votos na condenação dos mensaleiros. Não adianta o PT e suas hordas ligadas a sindicatos, MST ou "estudantes" da UNE espernearem. Não adianta a esquerda vociferar em tom de desafio enquanto Lula rearma soturnamente a tão sonhada revolução comunista, com discursos inflamados. Não adianta dizerem que lutarão contra as elites, o Judiciário e a imprensa reacionária (nunca entendi isso direito).

A verdade é que assinaturas, documentos, gravações telefônicas, filmagens e fotos de petistas carregando malas de dinheiro, forjando dossiês, acobertando crimes de toda ordem e fazendo transações ilícitas correu o Brasil durante a última década num ritmo que republiquetas ditatoriais africanas invejariam. Não são ilações, mas provas contundentes e irrefutáveis de que, de fato, uma quadrilha criminosa tomou de assalto a administração pública. E, com base na massificação de propaganda enganosa e distribuição indiscriminada de recursos públicos para milhões de eleitores miseráveis, esse mesmo partido se mantém fortemente atrelado à máquina pública.

Entretanto, a República à qual Marco Aurélio se refere é aquela composta pela elite intelectual e cultural, a que causa temor nos esquerdofrênicos. É ela que não se deixa levar pelos discursos raivosos de separação de classes, incitação ao ódio e enaltecimento de um socialismo desmiolado. Na década de 60, os que estão hoje no governo armaram-se para convencer o mundo de que detinham a verdade, com suas reuniões em "aparelhos" para difundir as idéias. Nada conseguiram porque não convenceram a sociedade politizada de algo tão insano quanto as "lições de Marx". Daí o ódio pelas "elites" e pelos "imperialistas" que não aceitavam o jab soviético.

Hoje, abusando dos miseráveis e incultos com o suborno de doações financiadas pela elite econômica produtiva, ameaçam a existência da república como entidade democrática e cada vez mais caminhamos para a ditadura proletária, injusta e cruel. Marco Aurélio pode estar errado.

Ivan Goffi

Comentários

Comentários