Eis que o nosso ilustre presidente do Supremo Tribunal Federal calca o dedo em mais uma ferida: a desavergonhada promiscuidade entre juízes e advogados que grassa nas cortes da Nação. Como não poderia deixar de ser, mais do que depressa as atentas associações de classe, de um lado e de outro, manifestaram sua indignação corporativista. E à frente o bravo Tourinho, aquele que soltou o Cachoeira.
Sua excelência Joaquim Barbosa, que já foi procurador da República, esqueceu de mencionar os também não raros conluios entre promotores, procuradores e magistrados para acobertar eventuais situações constrangedoras ao poder público. Ocorre aqui, ali e acolá: frequentam os mesmos clubes, comem nos mesmos restaurantes, e juram de pés juntos que "isso não interfere nas decisões". Ah, tá... E olha que estamos falando só dos eméritos profissionais da área jurídica. Se entrássemos na seara das prefeituras, empresas públicas, autarquias... tomaríamos todas as páginas desse renomado periódico.
Sérgio Reis da Silva ? fav. São Manuel