Pressionado a renunciar ao cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou que só deixa a comissão “se morrer”. Em entrevista ao programa “Pânico”, da Band, levada ao ar anteontem, o pastor afirmou que sua escolha no colegiado foi feito por meio de um acordo partidário, e acordo “não se quebra”.
“Estou aqui por um propósito, fui eleito por um colegiado. É um acordo partidário, acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer”, disse o pastor.
A indicação à comissão ficou com o PSC após o PT abrir mão do comando do colegiado na divisão de cargos na Câmara, no fim do mês passado.
A entrevista ao “Pânico” foi gravada no meio da semana passada, segundo a assessoria da emissora. Na quarta-feira, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), aumentou a pressão para que o PSC encontre uma solução para o impasse na comissão. Alves deu um prazo até hoje para que a situação seja resolvido.
Para Feliciano, renunciar ao cargo na comissão seria como referendar as críticas que tem recebido.
A pressão pela saída do pastor da presidência da Comissão de Direitos Humanos aumentou ontem com o apelo da Anistia Internacional pela substituição dele. Em nota, a entidade disse ser “inaceitável” a escolha de Feliciano para o cargo, diante das “posições discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres”.