Os ovos de chocolate são o símbolo da comemoração da Páscoa, apesar de a data, na realidade, significar a ressurreição de Jesus Cristo. Pensando em tudo que o chocolate representa nesta época do ano, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) foi verificar se as fabricantes seguem a Resolução número 264/2005, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece que, para ser chamado de chocolate, o produto deve ter, no mínimo, 25% de “sólidos totais de cacau”.
O chocolate é elaborado, portanto, com derivados do cacau, e não com o cacau in natura. São dois os derivados principais: a massa (ou liquor) e a manteiga. Para saber quanto de massa e/ ou manteiga de cacau há em nossos chocolates, o Idec comparou chocolates ao leite, meio amargo e amargo das 11 marcas mais comercializadas no Brasil: Arcor, Brasil Cacau, Cacau Show, Garoto, Hershey’s, Kopenhagen, Lacta e Nestlé. Também foram avaliados chocolates de três grandes redes de supermercado: Carrefour, Dia e Qualitá (marca do Grupo Pão de Açúcar).
Partindo da premissa de que os fabricantes cumprem a norma da Anvisa e de que os chocolates avaliados têm, no mínimo, 25% de cacau em sua composição, o primeiro passo foi verificar o rótulo dos produtos. Entre os chocolates ao leite, apenas os da Cacau Show têm o percentual de cacau estampado na embalagem.
As outras dez não fazem nenhuma menção à quantidade do fruto. Ainda não existe nenhuma lei que obrigue as empresas a colocarem esse dado na embalagem, mas, para o Idec, seria razoável que essa iniciativa partisse dos próprios fabricantes.
O teor de cacau também não é estampado nas embalagens de muitos chocolates meio amargo e amargo. Dos oito chocolates meio amargo pesquisados, apenas três têm a preciosa informação indicada no rótulo: Cacau Show, Hersheys e Arcor. E entre os onze de chocolate amargo, dois não têm o dado: os tabletes de 40 e 85 g da Kopenhagen, e os tabletes de 20 e 100 g da Brasil Cacau (marcas que pertencem ao mesmo grupo).
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