O ciclista David Santos Sousa, 21 anos, que teve o braço arrancado após ser atropelado na avenida Paulista, na região central de São Paulo, reencontrou na tarde de ontem duas testemunhas do acidente, que o ajudaram enquanto o resgate não chegava.
O estudante Thiago Chagas dos Santos, 26 anos, disse que estava próximo da estação Brigadeiro do metrô quando ouviu um barulho e encontrou David desacordado e caído no asfalto. “Verifiquei que ele não tinha pulso. Pensei ele tivesse morrido e vi que ele estava desacordado, então comecei uma respiração boca-a-boca e massagem cardíaca. Aí ele acordou e continuou conversando comigo até a ambulância chegar”, disse o estudante, que também é técnico em enfermagem e tem treinamento em primeiros-socorros.
Agenor Pereira Júnior, 41 anos, que estava com Thiago, disse ter notado a falta do braço de David e foi procurar o membro na avenida Paulista. Como não encontrou, voltou para ajudar no atendimento à vítima.
Os três se reencontraram ontem pela primeira vez durante uma entrevista organizada pelo advogado Ademar Gomes, que representa a família do ciclista. Eles se abraçaram e se emocionaram durante o encontro. “Se não fosse o Thiago, eu não estava aqui para contar história”, disse Sousa.
Durante a entrevista, o ciclista voltou a dizer que perdoa Alex Siwek, mas que espera uma punição “bem severa” da Justiça.