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Fé e emoção marcam feriado sacro


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O dia ontem foi marcado em todo o País por missas, vigílias, procissões e encenações da Paixão de Cristo nas paróquias e comunidades católicas.


A Sexta Santa começou com manifestação de fé em Aparecida (469 km de Bauru), que abriga o maior templo católico do País. Antes do sol nascer, às 5h, católicos iniciaram a procissão da Via Sacra, que é marcada pela parada em 14 estações que representam para os fiéis os últimos passos de Jesus Cristo até o calvário. Cerca de 5 mil católicos participaram da procissão de 900 metros de extensão no Morro do Cruzeiro, que tem 87 metros de altura.


A Sexta-Feira Santa em Aparecida reuniu cerca de 40 mil fiéis até o início da noite, segundo balanço do  Santuário Nacional.


A celebração da Paixão de Cristo, às 15h, no interior da basílica, contou com preces pelo pontificado do papa Francisco, que é esperado na cidade em julho.


Os atos religiosos da Semana Santa em Aparecida prosseguem hoje, quando são esperadas 47 mil pessoas, e amanhã, Domingo de Páscoa, com 72 mil fiéis.


Em São Paulo, o cardeal dom Odilo Scherer participou do momento de oração na cracolândia, na Capital paulista, onde houve a Via -Sacra do Povo da Rua, que reuniu cerca de 500 pessoas.


 Dom Odilo lembrou da necessidade de acolher moradores de rua da alta da violência na metrópole. O cardeal pediu que Deus tenha piedade da cidade de São Paulo.


Em Santana do Parnaíba (SP) houve a tradicional encenação da Paixão de Cristo anteontem à noite, evento que é considerado um dos maiores do País.



Tradição no DF


Em Planaltina, para agradecer, pedir ou relembrar o sofrimento de Cristo, a movimentação no morro da Capelinha é intensa desde as primeiras horas da manhã. Há 40 anos, o local é palco da mais tradicional encenação da via sacra do Distrito Federal. A pé ou de joelhos, os fiéis sobem os 4,5 quilômetros do percurso em oração.


A massoterapeuta Valéria de Fátima Sousa, 27 anos, cresceu indo ao local. “Hoje eu vim trazendo minha mãe. Ela tem um problema nas pernas e há muitos anos ela não conseguia subir. Hoje ela achou que não ia aguentar, mas conseguiu fazer quase todo o caminho’’, contou emocionada.


No fim do percurso, na parte mais da alta do morro, está a pequena capela que dá nome ao local. Lá, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida também recebe homenagens e velas que simbolizam a fé e a devoção dos fiéis.


A auxiliar de limpeza, Vânia Conceição da Silva, 33 anos, é uma das que levantou cedo para mostrar toda a fé que tem. Ela contou à reportagem que há quatro anos sobe o morro de joelhos em agradecimento a uma graça alcançada. “Ano que vem será o último que vou subir desse jeito. Vale muito a pena’’.


O vendedor Luciano Rocha de Oliveira, 34 anos, levou a família toda. “É muito bom vir aqui. A gente relembra o sofrimento de Jesus e traz as crianças para ver como foi. Acho que as pessoas estão precisando ser mais humildes e buscar mais a Deus’’, observou.


A encenação em Planaltina começou às 16h e prometia emocionar um público estimado em 200 mil fiéis. Cerca de 1.400 pessoas entre atores, figurantes e voluntários participam da montagem do espetáculo.

 

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