Polícia

Possível equívoco da escala do plantão leva polícia a procurar juiz errado

Da Redação JCNet
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Policiais militares tiveram que aguardar quase 24 horas até que uma acusação de roubo tivesse um desfecho no Plantão Policial entre a última quinta e sexta-feira dessa semana. Uma mulher, acusada de roubo, ficou algemada em uma sala de apresentação de ocorrência do Plantão Civil, aguardando a análise do pedido de prisão temporária.

Pode ter acontecido um equívoco na escala de plantão do judiciário, o que pode ter causado a demora no atendimento. Segundo consta, houve uma troca de plantão judiciário e não foi comunicada à polícia. Por isso, o juiz que estararia de plantão ontem demorou para ser localizado. 

Pelo período da sexta-feira de manhã, ela ainda permanecia na sala de espera do Plantão. Após um juiz e um promotor analisarem o caso, a suspeita acabou sendo liberada.

O delegado Frederico José Simão, apesar de não ter atendido a ocorrência, informa que o desfecho de um pedido de prisão pode levar várias horas.

“Quando a Polícia Militar apresenta uma ocorrência e o delegado entende que pode ser feito o pedido de prisão, este é solicitado para o juiz. Em meio a isso, a Polícia Civil tem que ouvir todos os envolvidos, todas as partes, fazer o pedido de representação e isso leva horas; e todo esse processo depende também do movimento do Plantão Policial, que pode estar tumultuado”, discorre a autoridade policial, que exemplifica com mais detalhes: “Vamos supor que estou com dois flagrantes. Tenho que terminar um pelo menos pra começar outro; tenho que ouvir todos os envolvidos – os policiais, a vítima, fazer auto de reconhecimento – e é demoradíssimo esse processo. Aí nós temos que enviar esse caso primeiro para o promotor de plantão, quem analisa, lê tudo e faz o despacho com um parecer. Depois, isso é levado para juiz de plantão, e então ele vai acatar ou não o pedido de prisão”, indica. “E nesse ínterim, nós não podemos colocar o acusado em uma cela. O procedimento recorre ao uso de algemas para evitar a fuga até que o juiz dê o parecer”, conclui.

 

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