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Danilo empata a partida no final do 1º tempo |
Salvo a vitória do Santos sobre o São Paulo por 3 a 1 no início de fevereiro, os clássicos do Campeonato Paulista têm sido marcado por placares magros - dos cinco jogos entre os grandes disputados até agora, foram quatro empates, sendo três sem gols -, falta de emoção, debilidade técnica e público muito abaixo das expectativas.
O jogo deste domingo entre São Paulo e Corinthians começou bem às 16h. Jadson abriu o placar para o tricolor, mas, aos 43 minutos do primeiro tempo, Danilo marcou para o timão e deixou tudo igual.
Após um segundo tempo sem gols, Alexandre Pato sofre penalti, bate e vira o jogo.
A partida ocorre no Morumbi, pela 16ª rodada e tinha tudo para ser mais uma partida esvaziada do Estadual, principalmente porque os dois times têm jogos decisivos na Copa Libertadores no meio da semana.
Mas tanto Tite quanto Ney Franco resolveram levar a campo o que têm de melhor e trazem no discurso a esperança por um duelo à altura da rivalidade e da história dos dois clubes.
“Acho que vai sair um jogaço. São dois times com ambição de vencer, dois times de qualidade técnica individual e há uma expectativa danada de uma imprensa sedenta por um grande jogo. E nossa também, representando o sentimento do torcedor que vai ao estádio”, disse o treinador do Corinthians.
A rivalidade crescente entre os clubes talvez seja o maior atrativo para o clássico, já que para efeitos de classificação o impacto será pequeno. A prioridade é a Libertadores e muito do que acontecer em campo neste domingo será pautado pelas aspirações dos rivais na competição continental.
No clube tricolor, o embate servirá como último teste para saber quem será titular contra o The Strongest, na quinta-feira, em La Paz, em um jogo crucial para o time evitar uma vexatória eliminação precoce na fase de grupos. Ney Franco tem dúvidas nas laterais e no meio de campo e deve dar chance a Rodrigo Caio e Carleto, poupados na última quarta contra o Paulista, e Denilson, que cumpriu suspensão em Jundiaí. Se o trio for bem, certamente vai ser mantido na equipe no jogo na Bolívia. Eles brigam por posição com Paulo Miranda, Cortez e Wellington, respectivamente.
Pressionados pela má campanha na competição continental, os jogadores tentam manter a concentração e não ficar ligados no jogo do meio de semana. “Todo mundo tem de jogar ao máximo porque você não sabe o dia de amanhã. Temos de pensar em dar o melhor contra o Corinthians para somente depois pensar na Libertadores”, analisou o meia Jadson.
Ritmo
Apesar de ter um pouco mais de oxigênio do que o rival, o Corinthians tem contra si o fato de ter de enfrentar uma viagem desgastante para a Colômbia e enfrentar o Millonarios, em Bogotá, um dia antes do jogo do São Paulo. Até por isso, Tite não quis confirmar a escalação, embora a tendência seja que ele entre com o que tem de melhor no Morumbi.
Ao contrário de Ney Franco, o técnico do Corinthians não usará o jogo deste domingo para avaliar o rendimento de seus atletas, mas sim para dar ritmo a jogadores, que estão retornando de lesão (casos de Cássio e Paulinho) ou que foram poupados na última rodada por causa do elevado desgaste físico (Alessandro, Gil, Paulo André, Ralf e Danilo).
Guerrero não treina e vira dúvida
Com dores na coxa direita, o atacante Guerrero não treinou na manhã de ontem e virou dúvida para o clássico. Caso ele não jogue, Pato deve começar jogando. A princípio, o ex-atacante do Milan só entraria no intervalo. No meio, Tite surpreendeu ao escalar Romarinho ao lado de Danilo no meio - Jorge Henrique era o mais cotado.
Na sexta-feira, Tite já havia dado a entender que mandaria a campo sua força máxima, apesar de mirar a Libertadores. “Não passei [o time] ainda para os jogadores, quero conversar com eles antes. Amanhã [ontem] eu defino”, disse. “A prioridade é do clube, não é do técnico. Vou fazer o que é melhor para o Corinthians, e a prioridade é a Libertadores.”