Seis prédios desabaram, um foi demolido e três foram interditados na Saara, centro popular de compras da região central do Rio, depois de um grande incêndio iniciado ontem à noite na loja da rede Caçula. Não houve feridos.
Até a tarde de ontem, as causas do incêndio não haviam sido divulgadas. A Polícia Civil diz que vai investigar todas as hipóteses, inclusive a de incêndio criminoso. A loja ocupava sete prédios na rua Buenos Aires. No local eram vendidos materiais de papelaria e informática, tecidos, tintas, bijuterias e produtos para Carnaval - todos altamente inflamáveis.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o primeiro chamado foi às 22h58. Foram usados 20 veículos, inclusive, um caminhão-pipa com capacidade para 30 mil litros d’água. Só conseguiram acabar com o fogo quase três horas depois. Na rua Gonçalves Ledo, o teto do prédio da Ledo Perfumaria - um casarão histórico de três andares - desabou. O local foi interditado.
Na rua Regente Feijó, a parede do fundo, vizinha aos prédios da Caçula, caiu. No local existia uma vidraçaria.
Segundo o subsecretário de Defesa Civil do Rio, Márcio Motta, os imóveis e parte das ruas Buenos Aires, Regente Feijó e Gonçalves Ledo ficarão interditados até amanhã ou quando tiver condições para reabertura.
O trabalho de rescaldo iniciou de manhã, com 120 bombeiros. Uma fumaça branca de cheiro forte e com partículas saía do prédio durante a remoção de escombros.
“É muito triste. Agradeço a Deus por tudo acontecer no horário em que não tinha ninguém”, disse Daniela Rios, 37 anos, funcionária da Caçula. O vidraceiro Fernando Idalgo, 62 anos, dono de um dos imóveis atingidos, afirmou que vidros quebraram com o fogo e a queda da parede. “Não calculei o prejuízo, mas vou ter que refazer a parede e ficar fechados uns 30 dias”.
“Não sei qual foi o meu prejuízo ainda, mas vamos ficar uns 20 dias fechados para tentar refazer as ligações e voltar a funcionar”, disse Nelson Bozio, 52 anos, dono da churrascaria Saara Gril.