Pode até ser feio. Mas quem nunca contou uma mentira? Para mãe, para o pai, namorados, amigos e até no trabalho. Dizem os especialistas que a omissão da verdade, muitas vezes, é essencial para garantir a manutenção dos relacionamentos humanos. O problema é quando a historinha mal contada cai por terra, colocando os aprendizes de Pinóquio em situações, no mínimo, embaraçosas.
Quioshi Goto |
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Paulo César Rosa e Mariana Meira Ragonesi: historinha para ‘poupar’ o companheiro |
Entre casais, a descoberta de uma mentira pode, até mesmo, levar ao término de uma relação. Felizmente, não foi o caso da estudante Mariana Meira Ragonesi, 22 anos, e do publicitário Paulo César Rosa de Souza, 30 anos. Ela jura que sua intenção foi evitar a dor do companheiro, mas a verdade foi revelada.
“Infelizmente, já menti. Ele me pegou no flagra. Encontrou um objeto antigo e eu não lembrava que ainda tinha comigo. Falei que não era nada demais, mas tinha sido o presente de um ex. Foi para não criar uma situação ruim porque era Dia dos Namorados. Entrei em pânico. Quando ele descobriu, foi horrível”, lembra Mariana.
Por conta da experiência ruim, ela acredita que, mesmo quando o objetivo é poupar o companheiro, a mentira não é o melhor caminho para um relacionamento. “Eu aprendi isso com ele. Quanto mais a gente é transparente, menos tem a temer. Até minha desconfiança diminuiu”, afirma.
Paulo César, por sua vez, garante que não consegue mentir. “Eu já desisti porque nunca consigo sustentar as histórias e o pessoal acaba descobrindo”, conta.
Sai para lá
Se uma mentira pode levar um namoro ao fim, pode ser utilizada de forma intencional. Foi o que fez a promotora Suellen Regina Marques Martins, 27 anos. “Eu queria terminar com um cara que estava no meu pé. Então, falei para ele não me procurar mais porque iria me mudar de Bauru”.
É claro que, pouco tempo depois, a vítima da mentirinha descobriu tudo. “Foi um papelão, né?”, brinca a autora.
‘Muy amiga’
A mesma Suellen que encontrou um jeitinho de despachar o namoradinho indesejado não ajudou a amiga a despistar o ex que não saia de seu pé. A contadora Gláucia Ruzon, 29 anos, foi entregue pela colega. “Inventei que tinha dia jantar em um lugar com a Suellen e meu ex ligou para ela, que desmentiu”, conta, aos risos.
A ‘amiga da onça’, porém, jura que tudo não passou de um mal entendido. “Eu só fiz uma confusão com os dias”.
Espertalhão
O comerciante Lucas Mendes, 21 anos, perdeu três amigas por conta de uma mentira. Com uma delas, inclusive, o rapaz vivia um affair. Tudo isso por ter tentado bancar o espertalhão para cima das moças.
Sem grana para passar um feriado no Guarujá, Lucas inventou que o apartamento que sua família tem na cidade tinha sido alugado por ele, implicando, portanto, na divisão das despesas da locação. “Cobrei R$ 200,00 de cada uma. Forma R$ 600,00 para eu curtir e até pagar baladinha”, brinca.
A mentira foi revelada quando um funcionário do prédio, que conhecia o rapaz, perguntou a ele sobre sua família. “Tive que contar a verdade, mas elas já tinham dado o dinheiro. Depois disso, nunca mais falaram comigo”.
Pai e mãe
Entre adolescentes, são muito comuns as mentirinhas para pais e mães que gostam de controlar os horários dos filhos. Aos 23 anos, a estudante Aline Moraes não teme revelar à mãe, que escondia suas saidinhas pelas madrugadas. “Dizia que ia para a casa de uma amiga e nunca fui descoberta”, conta orgulhosa.
À dona de casa Adriana Moraes, 40 anos, só resta rir das travessuras de quando a filha tinha seus 17 anos. “Já faz tempo”, brinca.
Já a promotora Maria Cremith, 22 anos, não tinha a mesma sorte, mesmo sendo acobertada pela minha mãe. “Ela era minha cúmplice, mas meu pai sempre descobria. Daí, o castigo era certo”.
Apesar dos seus poucos 12 anos, Júlia Gerônimo já foi pega no flagra pela mãe quando inventou uma dor de barriga para escapar das aulas do dia. “Não teve jeito. Mãe conhece a gente e sabe quando tem uma mentirinha no era. Tive que ir para a escola”, conta.
