O jornal “The Washington Post” e a rede americana “CNN” informaram ontem que Caroline Kennedy, 55 anos, filha do ex-presidente americano John F. Kennedy, foi convidada para ser embaixadora dos Estados Unidos no Japão. Caroline, a única parente viva do JFK, seria a primeira mulher a dirigir uma delegação americana no Japão, de acordo com os jornais, que citam fontes anônimas do Partido Democrata.
O escritório da herdeira evitou comentar as informações, que vêm à tona após quase um mês de rumores dizendo que a Casa Branca está revisando o histórico da candidata antes de tornar oficial a nomeação. Caroline se manteve distante da política durante quase toda a sua carreira, dedicada à promoção da educação pública em Nova York. Em 2008 e 2012, no entanto, ela teve papel ativo na campanha de Obama e também apoiou sua reeleição em 2012.
Advogada de profissão, Kennedy se interessou em 2009 pela cadeira do Senado que Hillary Clinton deixou vaga ao se tornar secretária de Estado, mas pouco mais tarde renunciou a essa aspiração citando “razões pessoais”.
Nesse mesmo ano, o Vaticano vetou a candidatura de Kennedy para ser embaixadora perante a Santa Sé devido, segundo os meios de imprensa italianos, a sua postura favorável à legalização do aborto.
Caroline Kennedy substituiria à frente da embaixada em Tóquio John Roos, que dirige a legação desde 2009 e foi o primeiro embaixador americano a assistir a uma cerimônia em homenagem às vítimas de Hiroshima e Nagasaki, bombardeadas pelos EUA em 1945.