Um grupo de manifestantes se reuniu ontem na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, em ato contra o golpe militar, que completa 49 anos.
Diante do Clube Militar, o protesto reuniu várias organizações voltadas à defesa de direitos humanos, partidos políticos e representantes de sindicatos.
Ao passar pelo local, uma segunda comitiva, formada por defensores da aldeia Maracanã, aproveitou a ocasião para protestar contra o governo estadual, que conduziu o processo para a retirada do grupo que ocupavam o Museu do Índio, situado próximo ao estádio.
Para criar uma sintonia entre as duas manifestações, houve uma adaptação no discurso. “Apoia a ditadura quem apoia o Cabral”, gritavam em coro o grupo em defesa dos índios.
O barulho incomodou alguns manifestantes que tentavam discursar.
“Várias entidades e movimentos sociais estão organizando hoje uma série protestos”, lembrou Sérgio Moura, do grupo Tortura Nunca Mais, que destacou a importância de identificar os responsáveis pelos crimes cometidos por representantes do governo militar daquele período.
Militares da reserva
No final de semana, grupos que representam militares da reserva criticaram em nota os membros da Comissão da Verdade. Criada pelo governo, a comissão, formada por sete integrantes, apura violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, em especial na ditadura.