Cultura

Uma feliz escolha

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

Em meio a uma pauta e outra, a jornalista Liz Amaral deixou que a grande paixão que a acompanha desde a infância - a MPB - tomasse espaço em sua vida. Tanto que retoma agora o projeto idealizado por ela, “Chega de Saudade” - que passa a ganhar “nova cara” no bar Dona Pingueta em todas as noites de terças-feiras. Hoje, inclusive. a partir das 20h, com participação do Grupo Gota D’Água (composto por Neuzinha e Ademir).

O “Chega de Saudade” tem a parceria de palco de Neto Amaral – que excepcionalmente nesta terça estará ausente.

O projeto leva ao público repertório de música brasileira, contando com sucessos e raridades da MPB.    “Voltamos às nossas terças de boemia”, diz ela, lembrando que, antes, era o bar Saudosa Maloca o palco das apresentações.

Histórico

A cantora explica que o projeto surgiu junto ao músico Luiz Ornelas, que aceitou ensaiar e montar o show no Aldeia Bar – espaço aberto em Bauru pela própria Liz e seu marido, Ricardo, em 2008.  A casa recebe shows em ambiente rural nos finais de semana em área de lazer, alimentação e inspiração.

Serviço

O Dona Pingueta fica na rua Hermínio Pinto, esquina com a Constituição (Higienópolis). (14) 9711-7441.

A voz, um poder

Liz Amaral se diverte contando qual era sua brincadeira preferida da infância: ser caloura de programas para soltar a voz com músicas de Rita Pavone e do Rei Roberto Carlos. “Claro que virei a criança cantora ‘fofa’ da família”, brinca.

Apesar da tentativa de tocar algum instrumento, Liz percebeu que a voz era seu poder.  “Foi na faculdade que descobri, por necessidade, que levava jeito. Sem grana para pagar mensalidades, logo no primeiro semestre me inscrevi no coral e conquistei bolsa de 100%”.

Outro episódio fez Liz acreditar em seu potencial. “Eu trabalhava como estagiária da TVE-RJ no setor de chamadas da casa e precisava saber diariamente sobre a programação em todos os setores para divulgação. Um deles se chamava ‘Novos Talentos’ e era dirigido por ninguém menos que o pai do compositor Edu Lobo, Fernando Lobo”.

Liz agradou ao músico ao enviar uma fita anônima, sendo selecionada para o programa de talentos coordenado por Lobo.


Por gosto

Antes de chegar a Bauru para integrar a equipe da TV TEM, onde é editora, a cantora tocou a carreira de jornalista entre Rio e São Paulo, focada na profissão.  Mas a carreira artística, apesar dos desvios, ganhou espaço garantido no coração e no palco.  “Apesar de muita gente ter me desencorajado nessa empreitada dizendo que não tem público mais para esse tipo de música, cada vez que me apresento percebo que estou certa. O público se emociona com aquilo que me emociona e que escolhi por gosto pra cantar” , finaliza Liz.

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