Após quatro meses de relativa calma no sul de Israel, a sequência de disparos de foguetes vindos da faixa de Gaza e o revide israelense aumentaram a tensão na região.
Três morteiros foram lançados de Gaza, ontem, levando ao primeiro ataque israelense nessa faixa de terra desde o fim da Operação Pilar de Defesa, em novembro passado --quando foi estabelecida uma trégua com o grupo extremista Hamas.
Na manhã desta quarta-feira (3), outros dois foguetes foram disparados por militantes em Gaza, explodindo próximos à cidade israelense de Sderot. Não houve relatos de feridos.
Os eventos dos últimos dias são a rigor, uma quebra do cessar-fogo estabelecido entre as partes em novembro. Mas tanto Hamas quanto Israel evitam uma nova escalada das hostilidades.
O Hamas, grupo que controla hoje a faixa de Gaza, é visto como o responsável por impedir militantes de disparar foguetes contra Israel. A facção é desafeto do Fatah, que governa a Cisjordânia.
Moshe Ya'alon, ministro de Defesa de Israel, esteve nas imediações da faixa de Gaza ontem durante a manhã e reiterou que o país não irá tolerar novos ataques contra seu território, "sob nenhuma circunstância".
Houve outros incidentes anteriores aos desta semana, como o disparo de um foguete contra a cidade israelense de Ashkelon, em fevereiro.