Internacional

Patriota diz que tratado limitará tráfico de armas

Folhapress
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O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou ontem que o Tratado de Comércio de Armas, aprovado pela ONU, é fruto de um processo longo e difícil, mas “uma conquista importante” com impactos práticos, como a restrição ao comércio ilegal de armas.

“Finalmente chegou-se a um texto muito próximo do consenso. É uma conquista importante que vai limitar o tráfico de armas, com controle da violência e diminuição das tensões em âmbito internacional”, afirmou.  Ele ponderou, contudo, que o Brasil gostaria que o acordo tivesse sido mais abrangente.

“Um ou outro aspecto poderia ter ido mais longe, como o certificado do usuário final para impedir que as armas caiam nas mãos (de pessoas não habilitadas)”, disse.

Questionado sobre se haverá impacto para a economia brasileira, uma vez que o Brasil é um dos maiores exportadores de armas leves do mundo, o ministro afirmou que o país “está confortável” com os termos do acordo.

“(O acordo é) Fruto de uma posição consensual brasileira. O Brasil está confortável em adotá-lo e está em sintonia com as políticas já adotadas pelo país”, afirmou.

As declarações foram feitas após encontro com a ministra dos Negócios Estrangeiros da Geórgia, Maia Panjikidze, no Palácio Itamaraty, que aproveitou para declarar o apoio de seu país à candidatura do embaixador Roberto Azevêdo ao cargo de diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio).

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