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São Paulo: Derrota em janeiro não altera estratégia contra altitude

Por Rafael Reis | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Terra

Ney Franco mantém time que perdeu para o Corinthians; única exceção será ausência de Fabuloso

O São Paulo vai repetir contra o Strongest, hoje, a mesma estratégia para lidar com a altitude de sua primeira partida em La Paz (3.600 m acima do nível do mar) neste ano.

Apesar de ter perdido para o Bolívar por 4 a 3, em janeiro, pela fase preliminar da Libertadores, o clube paulista irá novamente chegar à cidade apenas duas ou três horas antes da partida.

"A diferença é que hoje temos um lastro de treinamento muito maior do que aqueles 20 dias do início da temporada. Por isso, acreditamos que desta vez vamos lidar melhor com a altitude", afirmou o preparador físico Alexandre Lopes.

O time, que viajou na tarde de ontem para a Bolívia, vai dormir e almoçar em Santa Cruz de la Sierra (416 m acima do nível do mar) para amenizar os efeitos da altitude.

"O ideal seria chegar 15 dias antes para se adequar à altitude, mas não é possível. Então, optamos por essa estratégia porque os efeitos mais fortes só são sentidos depois de oito horas na cidade", adicionou o membro da comissão técnica são-paulina.

Na sua primeira visita à altitude em 2013, o São Paulo chegou a abrir 3 a 0 no placar, mas foi dominado no segundo tempo e levou a virada.

Para o técnico Ney Franco, mais que o cansaço provocado pela altitude, o que pesou foi o fato de a equipe já estar com a classificação engatilhada devido à goleada por 5 a 0 aplicada no Brasil.

"A gente recebeu a virada porque teve a acomodação. O planejamento foi perfeito e a equipe jogou bem na altitude", disse o treinador.

A partida contra o Strongest é decisiva para o São Paulo na Libertadores. Vice-líder do Grupo 3, o time ficará em situação dramática se perder: terá de vencer o Atlético-MG na última rodada e torcer por combinação de resultado.

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