Pressionado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o presidente da Comissão de Direitos Humanos, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), recuou e cancelou a viagem que faria à Bolívia na próxima semana.
Feliciano marcou a viagem numa tentativa de adotar uma agenda positiva para mostrar que a comissão está atuante mesmo enfrentando protestos há quase um mês. O deputado, acusado por ativistas de direitos humanos de ter opiniões consideradas racistas e homofóbicas, sofre pressão para renunciar ao cargo.
A ideia do parlamentar com a viagem era avaliar a situação dos 12 corintianos que estão presos no país vizinho desde fevereiro.
A viagem foi aprovada na quarta-feira pela comissão, com a presença de parlamentares aliados do pastor. Num telefonema na tarde de ontem, Alves avisou a Feliciano que já tinha solicitado ao Ministério das Relações Exteriores as providências necessárias para o episódio e que achava desnecessária uma iniciativa isolada da comissão.
Alves ainda criticou a decisão de Feliciano de proibir a presença do público nas reuniões do colegiado para evitar os protestos que cobram sua saída do cargo. “Não posso concordar com o fechamento das comissões como regra, como norma permanente. Fechamento só por excepcionalidade”, disse.