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Coreia do Sul diz que Pyongang levou mísseis para o leste do país

Folhapress
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O governo da Coreia do Sul afirmou ontem que a Coreia do Norte movimentou mísseis de longo alcance para a costa leste do país, um dia após os Estados Unidos anunciarem que vão reforçar a base de Guam, ilha no oceano Pacífico.

O movimento acontece em meio ao aumento da tensão entre o regime comunista, a Coreia do Sul e os EUA devido ao aumento das sanções da ONU em março por causa do lançamento de um foguete espacial em dezembro e do teste nuclear de fevereiro.

Os norte-coreanos ainda acusam os dois rivais de querer aumentar a tensão militar na região com exercícios militares anuais, que são realizados desde o início de março. Com o aumento das ameaças do país comunista, Washington enviou bombardeiros e reforçou sua defesa antimísseis no período de treinamento.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Kwan-jin, disse não saber quais as razões por trás do movimento norte-coreano, mas as principais hipóteses são a de um teste ou de treinamento. Ele descartou que os mísseis sejam do modelo KN-08, que podem atingir a costa oeste dos Estados Unidos.

Em reunião no Parlamento, o ministro afirmou que os armamentos são de longo alcance e deu a entender que são do modelo Musudan, capaz de chegar a 3.000 km. Desse modo, Japão e Coreia do Sul seriam potenciais alvos, assim como algumas bases militares americanas no Pacífico.

No entanto, o foguete não poderia atingir Guam, para onde os Estados Unidos enviaram anteontem uma bateria de mísseis de longo alcance. O poder de fogo dos norte-coreanos é desconhecido, mas analistas desconfiam de que o regime de Kim Jong-un seja capaz de atacar seus inimigos.

Segundo especialistas militares, a Coreia do Norte poderia causar estragos na Coreia do Sul e no Japão, mas não tem provas de que pode chegar a atacar Guam ou o Havaí. Outros dizem que os equipamentos são obsoletos e que não chegariam nem à Coreia do Sul.

Preocupação

Durante a madrugada, o Instituto Estados Unidos-Coreia divulgou imagens de satélite que mostram obras na usina nuclear de Yongbyon, que a Coreia do Norte afirmou querer reativar para produzir barras de plutônio, material para bombas atômicas.

O regime de Kim Jong-un ainda impediu pelo segundo dia seguido o acesso dos sul-coreanos ao complexo industrial conjunto de Kaesong, a 10 km da zona desmilitarizada. O país comunista ainda ameaçou retirar todos os seus 53 mil operários das fábricas.

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