Cultura

Obras mais caras não vendem no primeiro dia da SP-Arte

Folhapress
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Na noite de abertura da feira, nesta quarta-feira (3), galerias na SP-Arte não encontraram compradores para as obras mais caras. Com as cinco maiores galerias do mundo -Gagosian, White Cube, Pace, David Zwirner e Hauser & Wirth- reunidas pela primeira numa feira brasileira, preços dos trabalhos também estão em alta.

Obra mais cara da feira, uma tela do britânico Francis Bacon à venda por R$ 22,2 milhões na Gagosian não foi vendida. Mas a galeria norte-americana vendeu peças de Jean-Michel Basquiat, Richard Serra e Lucio Fontana.

"Fomos muito bem até agora", disse Victoria Gelfand Magalhães, da Gagosian. "Vimos muitos colecionadores, até europeus e americanos."

Outra obra que está entre as mais caras da feira, uma tela de Gerhard Richter de R$ 13,1 milhões também não foi arrematada na noite de abertura, mesma sorte de um móbile de Alexander Calder de R$ 4,4 milhões.

Na White Cube, foram vendidas obras de Damien Hirst, Antony Gormley e Tracey Emin, alguns dos maiores nomes da galeria, mas preços dos trabalhos não foram divulgados.

A Pace, com sedes em Londres, Nova York e Hong Kong, não deu detalhes de seu faturamento, mas confirmou a venda de uma tela de Yoshitomo Nara por R$ 1,3 milhão.

Entre os brasileiros, obras como um Lasar Segall de R$ 2,2 milhões, na Pinakotheke, e um conjunto histórico de obras em papel de Mira Schendel, à venda por R$ 2,6 milhões, também não foram vendidas. Por enquanto, a obra de Schendel, que será exposta na retrospectiva da artista na Tate, em Londres, no ano que vem, está só reservada.

Uma das "Saunas" de Adriana Varejão, obra de R$ 3 milhões de uma das séries mais cobiçadas da artista, também não teve comprador, assim como uma tela de R$ 600 mil de Wesley Duke Lee.

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