Economia & Negócios

Governo quer integrar centros de pesquisa em uma só rede para consulta científica


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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação trabalha para consolidar até 2015 uma rede de integração nacional dos polos de conhecimento de diversos setores que hoje atuam estanques, especialmente nos laboratórios universitários. O desafio governamental foi apresentado no último dia 2 pelo ministro Marco Antonio Raupp em audiência pública no Senado. As informações são da Agência Brasil.

Segundo o ministro, a estratégia do governo é desenvolver mecanismos de cooperação com a iniciativa privada, para que as empresas utilizem os recursos de pesquisa e conhecimento do setor público.

Ao mesmo tempo, a rede de integração viabilizará o acesso de pesquisadores de todas as regiões aos trabalhos já desenvolvidos isoladamente. O objetivo do ministério é incentivar esse intercâmbio para a implementação de parcerias público-privadas (PPPs), especialmente em setores como desenvolvimento tecnológico, biotecnologia e nanotecnologia.

 

Recursos


A contrapartida é que parte dos recursos deve sair das empresas, que também ficariam responsáveis pela qualificação profissional. Os projetos de desenvolvimento apresentados pelos empresários seriam analisados por um grupo de trabalho interministerial com a participação de representantes da iniciativa privada.

“Hoje em dia, existe um sentimento nos laboratórios de que eles [pesquisadores] trabalham para ninguém. É importante que as empresas busquem parcerias com essas fontes públicas”, disse Marco Antonio Raupp.

De acordo com o ministro, as empresas parceiras terão juros subsidiados e subvenções econômicas, inclusive a fundo perdido. A principal fonte de financiamento será o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Melhoria contínua

Compartilhar

Um amigo preocupadíssimo com a educação de seus dois filhos, quando eram pequenos, confidenciou-me que ao invés de dar um brinquedo para cada um deles, dava apenas um para os dois. Visava com isso ensiná-los a compartilhar, levando em conta as ausências de cooperação, de compartilhamento, de companheirismo e de altruísmo que observava na empresa em que trabalhava.

Perguntei sobre o resultado dessa iniciativa e ele me disse que hoje seus filhos, já formados, são exemplares, pois estão em ascensão profissional - uma vez que as organizações em que trabalham exigem “trabalho em equipe” - e são voluntários atuantes em instituições beneficentes. “Percebo que eles sentem prazer em cooperar com o próximo”, manifestou orgulhosamente esse companheiro.

Durante a conversa, joguei uma reflexão no ar: como é que fica o filho único, geralmente paparicado demais pelos pais, tios e avós? Nesse caso específico, concluímos que talvez a escola o ensine, mas são pouquíssimas as que se preocupam com questões relacionadas ao egoísmo e individualismo. Muito pelo contrário, algumas delas até estimulam o individualismo.

Lembramos da prática do esporte coletivo, que é um bom exemplo de trabalho em equipe, pois os atletas precisam uns dos outros para conseguir fazer gols ou pontos.

Também discutimos sobre o Facebook, que disponibiliza o espaço “compartilhar”, que possibilita o usuário compartilhar pensamentos, sentimentos, dicas e experiências.

Segundo dicionários da língua portuguesa, o egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento do ambiente e das demais pessoas.

Já o individualismo está relacionado à individualidade, ou seja, à capacidade de reconhecer suas características próprias, bem como seus limites perante os direitos de cada indivíduo, e principalmente ter consciência que é semelhante e bem diferente dos outros.

É importante ressaltar que o individualismo considera direito cuidar dos seus interesses individuais - o que não significa prejudicar as pessoas ao redor.

Por sua vez, o trabalho em equipe é quando um agrupamento de pessoas gera um esforço coletivo para atingir um objetivo.

Apesar de existir dentro da psicologia controvérsias se o egoísmo e o individualismo são características naturais humanas ou se são hábitos adquiridos, a verdade é que esse amigo, sem amplo conhecimento da ciência da educação, cumpriu espetacularmente o seu papel como pai. Se você analisar a vida dos grandes mestres constatará que, no começo, tiveram um excelente mentor.

A sociedade evoluída moralmente valoriza pessoas altruístas e que trabalham em equipe.

É sabido que um dos benefícios da verdadeira compaixão é que tanto a pessoa que doa quanto a que recebe necessitam uma da outra para os seus respectivos desenvolvimentos moral e espiritual. Com certeza, nessa área o egoísta e o individualista retardam sensivelmente os seus progressos.

 

Davison de Lucas - diretor da M.Davison & associados  - Consultor organizacional e palestrante

 

 

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