A União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) visa evitar milhões de mortes a cada ano por meio do aumento da conscientização e da educação sobre a doença. O câncer de mama - que também afeta dos homens - é a principal causa de morte, e provocou 7,6 milhões de óbitos em 2008, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Apesar disso, estima-se que um terço dessas mortes poderiam ter sido evitadas com a detecção precoce, prevenção e com os tratamentos existentes.
O câncer pode surgir em qualquer parte do corpo, entretanto, alguns órgãos são mais afetados do que outros. Entre os mais prejudicados estão o pulmão e a mama, porém, cada órgão pode ser alvo de tipos diferentes de tumor, sendo eles mais ou menos agressivos.
O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo, e é também o mais comum entre as mulheres, correspondendo a 22% dos novos casos a cada ano. Mas o câncer de mama também afeta os homens, apesar de ser mais raro entre o sexo masculino. Dados provenientes do Inca apontam que a proporção entre homens e mulheres é de um caso masculino para cada 100 casos femininos da doença.
Estágio avançado
Diferente dos casos de câncer mamário feminino, a doença é detectada frequentemente em um estágio mais avançado nos homens. O principal motivo é o preconceito por essa doença ter as mulheres como alvo e a falta de conscientização sobre a importância dos exames de rotina nos homens.
Após a cura da doença no sexo feminino é possível realizar a reconstrução da mama, que pode ser feita com retalhos de tecidos e implante de prótese. Nos homens essa reconstrução também é possível. Devido à anatomia torácica masculina, não há necessidade de reconstrução do volume, e as técnicas têm como objetivo o melhor resultado estético da região peitoral e o adequado posicionamento das cicatrizes finais. Em geral, os homens fazem a cirurgia de exerese da glândula mamária justamente pelo resultado estético.
Alderson Luiz Pacheco é cirurgião plástico