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Após criticar Dilma, Campos isenta de ICMS o gás veicular

Folhapress
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Três dias depois de criticar a política de desonerações do governo Dilma Rousseff, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), anunciou ontem a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para os motoristas que utilizam o GNV (Gás Natural Veicular).

Segundo Campos, que é cotado para disputar a Presidência em 2014, a medida beneficiará 42 mil condutores, a maioria deles ligada aos serviços de transporte de passageiros, como taxistas. O Estado já concede um abono de R$ 500 para a instalação do kit de conversão de motores para o uso do gás.

As críticas do governador à política de desonerações do governo federal foram feitas sexta-feira, em reunião do Confaz, em Ipojuca (PE).

Diante de secretários da área econômica dos Estados, ele afirmou que a agenda de desonerações não resultou em crescimento e foi sentida de “forma perversa” pelo povo.

“O que difere a primeira desoneração (no início da crise mundial) da segunda foi uma retomada do crescimento em 7,5% em 2010. Se perdeu de um lado e se ganhou do outro. Desta vez, a desoneração não trouxe o crescimento”, declarou.

Ontem, ao anunciar a isenção do ICMS, Campos voltou a nacionalizar o seu discurso, classificando de “insanidade” o percentual de tributação que incide sobre o setor do transporte público brasileiro.

“Os tributos no setor de transporte público brasileiro podem chegar em alguns casos a 50% do preço da passagem (...), o que é uma insanidade”, disse ele.

“Nós temos que incentivar um transporte público de qualidade”, disse. “E em sociedades com as marcas da desigualdade como a nossa, em regiões do Brasil onde há desigualdade, qualquer aumento na passagem pode significar a perda do direito de uma parcela importante.”

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