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MP denuncia 6 por associação para o tráfico na Mangueira

Folhapress
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O Ministério Público denunciou nesta terça-feira (9) seis pessoas no Rio de Janeiro por oferecerem propina a um policial e por associação para o tráfico de drogas. A ação foi articulada com outras operações de combate à corrupção em 12 Estados.

Os denunciados são acusados de comandar pontos de venda de drogas (boca de fumo) na região da Mangueira, zona norte do Rio.

Entre eles estão o gerente das bocas de fumo, Jean Carlos Ramos Tomaz, conhecido como Beni, os irmãos Wagner Palomo Ferreira e Marcelo Palomo Ferreira, administradores de um bar que atuavam para facilitar o comércio de drogas na região, além de Claudio de Oliveira Dias, o Belo, responsável por entregar o dinheiro da propina ao policial. Apenas o gerente da boca continua foragido.

O Ministério Público também denunciou por associação para o tráfico Alexandro Costa Borges, conhecido como Sandro Negão, homem de confiança do gerente da boca; e o motoboy Jony Ramos, o Jony, responsável pelo transporte de drogas na Mangueira.

A operação na Mangueira teve início no fim de julho, quando um soldado da Polícia Militar que fazia o patrulhamento no morro conhecido como Candelária recebeu uma proposta de propina semanal de R$ 700 dos donos de um bar na região. Segundo o Ministério Público, eles pretendiam aumentar seu faturamento com o "alívio" no patrulhamento e na repressão ao tráfico e com a volta de uma boca de fumo à área.

"O objetivo era evitar o patrulhamento do local e a repressão ao tráfico de drogas na favela. A oferta foi comunicada ao comando da UPP, tendo início a operação para identificar os demais criminosos", afirma o Ministério Público do Rio.

Ao invés de prendê-lo em flagrante, o soldado, que está há dois anos na PM, levou o caso ao comandante da UPP da Mangueira e do morro do Tuiuti, o capitão Leonardo Nogueira, que, por sua vez, acionou o Ministério Público. O objetivo, disse, era chegar ao comando do tráfico da Mangueira, "que têm ramificações familiares e é de difícil combate porque as pessoas do morro se identificam com seus integrantes."

Os investigadores decidiram, então, que o soldado passaria a atuar como agente infiltrado. Ele negociou a propina, o chamado "arrego", no jargão policial, inclusive por meio de um celular cedido pelos donos do bar. O soldado então filmou a entrega do dinheiro, que ocorreu em setembro do ano passado.

A reportagem não localizou os advogados dos denunciados até a publicação da notícia.

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