A Polícia Civil do Rio tenta localizar um homem que é citado em anotações feitas pela manicure Suzana de Oliveira Figueiredo, 22 anos, antes de matar o do menino João Felipe Bichara, 6 anos, no dia 25 de março em Barra do Piraí (RJ). Ela está presa e confessou o crime, segundo a polícia.
O delegado da 88ª DP, José Mario Omena, requisitou imagens de câmeras de segurança dos arredores da casa da assassina para tentar localizar o homem identificado nas anotações apenas como Breno. Os papeis dizem ainda que ele seria presenteado com o dinheiro do suposto sequestro da criança.
Há duas semanas, a polícia havia recebido três páginas de anotações de Suzana encontradas pela mãe da manicure, Simone de Oliveira Figueiredo, 38 anos. Nas páginas, ela detalha um plano supostamente elaborado para sequestrar a criança. O objetivo seria exigir R$ 300 mil.
Na carta, a manicure descreve como gastaria o dinheiro. Segundo as anotações, o homem identificado apenas como Breno seria presenteado com um moto no valor de “até R$ 10 mil”. Simone localizou as cartas numa bolsa da filha, enquanto transferia os pertences dela para sua casa após ordem de despejo do proprietário.
Ontem, o promotor Marcel Guedes denunciou a jovem por homicídio doloso (com intenção de matar) triplamente qualificado - motivo torpe (vingança e ódio), meio cruel e impossibilidade da defesa da vítima - e pela tentativa de ocultação de cadáver. Ela está presa desde o crime.
Se condenada, a manicure poderá ser sentenciada a até 42 anos de prisão, segundo o Ministério Público. Apesar disso, o máximo que ela poderá ficar presa é trinta anos, de acordo com o limite estabelecido pelo Código Penal.