Internacional

Mulheres desafiam ortodoxos em rezas no Muro das Lamentações

Por Diogo Bercito | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Cinco mulheres israelenses foram presas nesta quinta-feira (11) em Jerusalém por vestir tallitot (xale de reza) e tefilin (filactério) no Muro das Lamentações. Elas foram soltas horas depois, após interrogatório.

O ritual de confronto, prisão e soltura tem se repetido mensalmente para o grupo "Mulheres do Muro", que reza no início de todos os meses do calendário judaico nesse que é o local mais sagrado para o judaísmo.

Há uma série de restrições às práticas religiosas nessas imediações, segundo uma regulação de 1981, proibindo as cerimônias em desacordo com os costumes locais. Cerca de 150 mulheres estavam reunidas para o "rosh chodesh" (início do mês) na última quarta-feira de manhã.

Elas foram presas 15 minutos depois pela polícia, devido à proibição ao uso de xales no local.

Durante o ritual, homens ultra-ortodoxos gritavam para as mulheres que "com nossos corpos, vamos defender o muro", de acordo com o jornal israelense "Haaretz".

Um homem foi detido sob suspeita de ter incendiado um livro de reza do grupo de mulheres. A polícia disse, em seguida, ter se enganado --era um panfleto mórmon.

Os judeus ortodoxos monopolizam os rituais no Muro das Lamentações. É especificamente com eles o embate das "Mulheres do Muro", e não com os homens em geral.

Nesta semana, Natan Sharansky, chairman da Agência Judaica, afirmou haver planos para que os locais de celebração religiosa sejam expandidos, dando espaço para que os não ortodoxos realizem seus próprios rituais.

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