O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) se disse preocupado pelo aumento de sírios que fugiram do país e agora tentam voltar ao país pela Jordânia, pelo Iraque e pela Turquia apesar da violência que segue atingindo a Síria.
"Nos últimos dias vimos um crescimento no número de refugiados que estão tentando voltar à província síria de Deraa a partir da Jordânia. Cerca de 300 pessoas cruzam a fronteira diariamente, mas os combates continuam", disse a porta-voz da Acnur, Melissa Fleming.
Segundo ela, os sírios que voltam para o país chegam a regiões que sofrem com a escassez de comida, água, combustível e eletricidade, onde a situação de segurança é "volátil" e os serviços limitados.
De acordo com a Acnur, são diversas as razões para o retorno dos sírios para casa. Entre os motivos estão as difíceis condições de vida nos campos de refugiados e a crença de que a segurança melhorou em algumas regiões, a proteção de propriedades e a necessidade de se reunir com a família ou de ajudar algum parente a cruzar a fronteira.
Mesmo com o movimento de retorno, o número de sírios que entra na Jordânia -cerca de 2.000 por dia- ainda é maior do que os que voltam para a Síria.
A situação no interior da Síria segue sendo precária, com cerca de 2,5 milhões de pessoas precisando de assistência diária do Programa Mundial de Alimentos para suas necessidades básicas.
Pelo menos 70 mil pessoas já morreram nos dois anos de conflito na Síria, de acordo com o mais recente boletim da ONU.