Em visita a Seul, capital da Coreia do Sul, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou ontem que o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, cometerá um “grande erro” se mantiver seus aparentes planos de lançar um míssil.
“Se Kim Jong-un decidir disparar um míssil, sobre o mar do Japão ou em qualquer outra direção, estará escolhendo obstinadamente ignorar toda a comunidade internacional”, disse o sucessor de Hillary Clinton no comando da diplomacia americana.
“Será um grande erro de sua parte, já que isolará ainda mais o país”, prosseguiu Kerry, acrescentando que os norte-coreanos querem alimentos, não um “líder que mostre seus músculos”.
O secretário de Estado minimizou o relatório da Agência de Inteligência de Defesa, ligada ao Pentágono, segundo o qual os norte-coreanos já teriam tecnologia para usar armas nucleares em tamanho compatível com mísseis. A existência do relatório foi divulgada ontem por um deputado do Partido Republicano, oposição ao governo do presidente Barack Obama.
Kerry chegou ontem a Seul, na sua primeira visita à Coreia do Sul desde que assumiu o cargo, num ambiente marcado pela tensão após contínuas ameaças de guerra e de um teste de mísseis por parte dos norte-coreanos. Ele se reuniu com seu colega sul-coreano, Yun Byung-se.
O secretário também viajará nos próximos dias à China e ao Japão, em uma tentativa de obter compromissos para pressionar Pyongyang.