Um programa piloto desenvolvido na região desde o início deste ano promete ajudar os agricultores familiares. O Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) chega com o objetivo de fixar o homem do campo em suas próprias terras e garantir a comercialização dos produtos da agricultura familiar. Criado pelo governo estadual em outubro de 2011, ele está com chamada pública para os próximos quatro meses. Os interessados devem procurar informações detalhadas nas Casas da Agricultura da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) ou na Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).
A intenção é fazer com que o Estado seja o principal comprador dos produtos cultivados pelas famílias que vivem nas pequenas propriedades, permitindo que eles tenham mais segurança no momento da venda. Com o preço fixado previamente, a compra vai possibilitar que os agricultores familiares consigam se programar desde o plantio até os novos investimentos.
Até o final do mês, os interessados poderão se ‘inscrever’ na chamada pública para vender sua produção para duas penitenciárias de Reginópolis, a feminina de Pirajuí e uma unidade de Avanhandava. Os municípios que podem ser beneficiados são: Agudos, Arealva, Avaí, Bauru, Borebi, Cabrália Paulista, Duartina, Iacanga, Lucianópolis, Paulistânia, Pederneiras, Piratininga, Presidente Alves, Reginópolis e Ubirajara.
Para facilitar a entrada dos agricultores no programa, a Cati listou alguns produtos que podem ser adquiridos na região. Dentre eles abobrinha, acelga, banana, berinjela, beterraba, laranja, limão, mandioca, pimentão verde, repolho liso, tomate para salada e tomate maduro. Com a listagem em mãos, os agricultores que já mantêm suas plantações poderão oferecer os produtos aos presídios.
As vantagens são muitas, segundo quem participou do projeto piloto. A melhor delas é saber o preço que o produto será vendido. Com a aquisição certa, o produtor pode se programar para plantar determinado tipo de hortaliça ou fruta e até para investir em novas estufas ou equipamentos necessários para melhorar sua qualidade de vida.
O programa quer beneficiar milhares de famílias por todo o Estado de São Paulo, especialmente aquelas que tiram da terra seu sustento, são agricultores familiares, assentados, quilombolas, indígenas e pescadores. Afinal, aproximadamente 70% dos alimentos consumidos pela população brasileira são produzidos por agricultores familiares.