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FEDERAÇÃO PAULISTA

Luiz Fernando Balieiro, atual presidente da Federação Paulista de Tênis, esteve no último sábado no Bauru Tênis Clube, onde expôs para vários técnicos, de todo o Estado que aqui vieram, além de alguns diretores do clube, o que fez nos seus primeiros 100 dias de mandato e os planos para sua gestão à frente da entidade. Suas ideias são ótimas. Se conseguir concretizar metade delas, já conseguirá dar a volta por cima. Da maneira como estava não tinha como piorar. Um número enorme de torneios sendo realizado a cada final de semana, muitos em locais sem as mínimas condições, e o pior, com taxas de inscrições exorbitantes, como consequência, o número de participantes diminuindo. No início, os pais de jovens tenistas se empolgam com a classificação de seus filhos no ranking e acabam por levá-los a vários torneios. Ao final do ano, contudo, vem a decepção. Gastaram uma “montanha de dinheiro”, as crianças terminaram o ano entre os cinco primeiros do Estado e o que ganharam? Nos moldes atuais, apenas aquele que termina o ano em primeiro do ranking na categoria é premiado pela entidade com um troféu e um “tapinha” nas costas. Balieiro promete muito mais.


CAMPEÃO

O bauruense Carlos Salzedas (Projeto Imobiliária) conquistou no último final de semana a categoria 55/59B  do XI Roller Open de Tênis que foi disputado no Clube Monte Líbano de São José do Rio Preto. Na final, Carlão venceu o tenista de Dracena, Carlos Bocca.


COPA DAVIS

Nos playoffs da Copa Davis, que acontecem entre os dias 13 e 15 de setembro, o Brasil foi sorteado para enfrentar, fora de casa, a Alemanha. Será o sexto confronto entre os dois países no torneio, com vantagem alemã por 3 a 2. As chances de o Brasil sair vencedor são remotas, já que além de jogar em casa, a equipe alemã é formada por jogadores bem melhor ranqueados. O último confronto entre os dois países foi realizado em 1992, no Rio de Janeiro, e os brasileiros Luiz Mattar, Jaime Oncins, Cássio Motta e Fernando Roese surpreenderam a equipe alemã, que na época contava com o tricampeão de Wimbledon, Boris Becker. Uma curiosidade entre os confrontos de Brasil e Alemanha pela Copa Davis foi comentada na última semana, por Paulo Cleto (ex-técnico da equipe brasileira na Copa Davis), em seu blog. Segundo Cleto, os dois primeiros confrontos (1952 e 59) foram disputados na Alemanha, porque o então presidente da Confederação Brasileira de Tênis, por conveniência dele, e também dos jogadores brasileiros, abriu mão de jogar em casa. Certamente não queriam perder a oportunidade de viajarem para a Europa.


BELLUCCI

No último domingo, o brasileiro Thomaz Bellucci, atual 39º do ranking mundial, perdeu para o alemão Philipp Kohlschreiber, 21º do mundo, logo na primeira rodada do Masters 1000 de Monte Carlo. Foi sua sexta derrota na primeira rodada em nove torneios disputados em 2013. Nos outros três, segunda rodada no ATP 250 da Nova Zelândia, segunda rodada no Brasil Open e terceira rodada no Masters 1000 de Miami. Com a derrota prematura em Monte Carlo, Bellucci faz apenas 10 pontos e perde outros 80, já que no ano passado alcançou a terceira rodada, conquistando 90 pontos.


DICA

Uma das maneiras de minimizar os erros de “forehand” (direita para destros) e melhorar o tempo de contato com a bola, é usar a mão que não está empunhando a raquete. Seria algo como se estivesse entrando em um quarto escuro e desconhecido e você estendesse as mãos para ter certeza de que não irá trombar com a parede ou algum móvel. Imagine fazendo a mesma coisa na execução do “forehand’’, ao fazer o giro do corpo (swing) para trás, estique os dedos da mão que não está segurando a raquete e com eles acompanhe a bola que está vindo para assim alinhar e equilibrar o corpo, além de poder medir a distância da bola. Pouco antes do contato com a bola, a mão esquerda (para os destros) deve sair gradativamente, enquanto você faz o “swing” (giro do corpo) de volta.


REGRA

O jogador errou o primeiro saque, que bateu na rede, e permaneceu dentro de sua quadra, na área de saque. Sem tirar a bola da quadra, imediatamente executou o segundo saque e jogaram o ponto. Após o término desse ponto, com a bola ainda em sua quadra, se posicionou para sacar e dar início a outro ponto, quando foi solicitado pelo jogador recebedor, que retirasse a bola da quadra. Esse sacador respondeu negativamente, pois a bola não estava atrapalhando. Caso não quisesse, seria ele obrigado a retirar a bola da quadra? Em uma partida sem juiz, o jogador não é obrigado a retirar a bola, mas deve fazê-lo em respeito ao pedido do adversário. Se a bola em jogo tocar uma bola que já estava na quadra antes do início do ponto e o jogador não conseguir devolvê-la, o jogador que está sofrendo a ação perde o ponto.


CURIOSIDADE

Está em andamento, o Masters 1000 de Monte Carlo. Para muitos jogadores é o torneio preferido entre todos do circuito. O sueco Bjorn Borg, depois de vencer por seis vezes em Roland Garros, cinco em Wimbledon, três em Monte Carlo e em 42 outros torneios, parou de jogar, prematuramente, em 1983, aos 26 anos de idade. Em 1991, ou seja, oito anos depois, com dívidas contraídas por negócios mal feitos, decidiu voltar a jogar, o que para muitos técnicos e amigos mais parecia uma brincadeira. O torneio escolhido por Borg para sua volta foi o de Monte Carlo. Ao entrar na quadra para enfrentar o mediano tenista espanhol Jordi Arrese, aí sim Borg parecia estar brincando. Numa época que já se usavam apenas raquetes feitas de grafite, fibra de vidro, carbono e outros que, além de facilitar a maneira de jogar, dava muito mais velocidade à bola, Borg entrou em quadra com as mesmas raquetes de madeira que o consagraram, mas que, comparadas com às da época, mais pareciam “tabuas de bater carne”. Resultado: foi batido com facilidade. Chegou a jogar mais dois ou três torneios, sem obter sucesso. O desempenho do espanhol Rafael Nadal em Monte Carlo, também não deixa de ser curioso. Nadal participou de nove edições e venceu oito delas. A única derrota aconteceu em 2003, em sua primeira participação no torneio, quando foi derrotado em oitavas de final pelo argentino  Guillermo Coria.  

 

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