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Fórum é formado para discutir transporte público em Bauru

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 2 min

Uma comissão formada por sindicatos, associações, partidos políticos e conselhos vai definir uma frente de trabalho a fim de discutir o transporte público urbano em Bauru. Valdir Ferreira de Souza, do Conselho da Comunidade Negra; Charles Trevisan, da ala Esquerda Marxista, do PT; Gilberto Truijo, do Conselho dos Direitos Humanos; Paulo Sérgio Martins, o Paulinho, presidente municipal do PSTU e Leonam Loureiro da Silva, presidente municipal do PSol são os fundadores do fórum. Segundo lideranças do movimento, o fórum será chamado de Frente de Defesa do Transporte Público de Qualidade e já possui três vertentes de ações: 1- Reunião com vereadores na Câmara Municipal, a fim de discutir e o tema e propor Comissão Especial de Inquérito (CEI) 2- Posicionamento contra a prorrogação do contrato da empresa Grande Bauru por dois anos 3- Ações de rua com protestos, coletas de abaixo-assinados e outras atividades e judicial, contra o aumento da tarifa.

Para justificar a ação judicial, o grupo irá confrontar uma planilha de custos elaborada na UFSCar com a apresentada pelas empresas em Bauru. Segundo os integrantes, há um superfaturamento na cidade, com diferenças abusivas em comparação com a da instituição são-carlense, além de assegurarem que o atual valor de R$ 2,60 já está acima do necessário. Além de toda esta movimentação, o Fórum também pretende discutir com motoristas de ônibus o reajuste proposto pelas empresas e suas reivindicações. A prioridade seria a contratação de cobradores ou a incorporação de 50% do salário de cobrador, por estarem desenvolvendo funções que não fazem parte do trabalho de motorista. Para esta situação, existe uma possibilidade de nova greve, informação ainda não confirmada.

A partir desta semana, o Fórum se reunirá com lideranças e promete se articular em unidade para garantir a realização de seus objetivos. Procurados para participar da reunião, ninguém do Conselho de Usuários esteve presente. Há uma questão discutida no Fórum sobre como o prefeito municipal autorizou o aumento sem a anuência do Conselho.

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