Cultura

Atriz Cleyde Yáconis morre em São Paulo, aos 89 anos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A atriz Cleyde Yáconis morreu nesta segunda-feira (15), aos 89 anos, em São Paulo. Ela estava internada no hospital Sírio-Libanês por causa de uma isquemia desde outubro de 2012.

Segundo nota divulgada pelo hospital, o corpo será enterrado nesta terça-feira (16), no distrito de Jordanésia, no município de Cajamar, a 38 km de São Paulo.

Irmã de Cacilda Becker, elas começaram juntas no Teatro Brasileiro de Comédia. Seu último trabalho na televisão foi a novela "Passione", de Silvio de Abreu, em 2010. No teatro, sua última peça, "Elas Não Gostam de Apanhar" (montagem de Nelson Rodrigues), estreou em julho de 2012.

Divulgação/Rede Globo

Uma de suas últimas aparições na TV foi em "Passione", da Rede Globo, ao lado de Elias Geizer e Leonardo Villar

 

 

Carreira

Cleyde Becker Yáconis nasceu em 14 de novembro de 1923, em Pirassununga, Interior de São Paulo.

Foi sua irmã Cacilda Becker quem a levou a São Paulo, em 1950, para trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia.

No TBC, atuou em peças como "Assim É se lhe Parece", "Maria Stuart", "Adorável Júlia" e "A Morte do Caixeiro Viajante", entre outras.

Colegas lamentam perda

A morte da atriz Cleyde Yáconis, aos 89 anos, nesta segunda-feira (15), gerou repercussão no meio artístico brasileiro. Abaixo, leia o que disseram alguns dos artistas brasileiros sobre sua morte.

 "São tantos anos acompanhando o trabalho dela. Foi uma grande atriz, de grande cultura, uma mulher que experimentou, que experienciou os grandes personagens, os grandes textos do mundo. Com a irmã, a Cacilda (Becker), elas fizeram os grandes clássicos. Perdemos uma atriz muito inteligente e muito reservada." (Marília Pera, atriz)

"Tenho lembranças inesquecíveis da nossa convivência em trabalhos como 'Mulheres de Areia', a original, em 1973. Além das grandes interpretações dela no teatro. Foi uma mulher de muita personalidade, muita força e muito talento, era cheia de humor e de amor pela vida.” (Eva Wilma, atriz)

"Deixa como legado o seu profissionalismo, sua entrega e seu amor ao teatro brasileiro. Foi uma grande atriz, era uma verdadeira mulher do teatro. Ela passou por todos os setores de uma produção, era o que se pode chamar de 'pessoa do ramo'. Deixou um grande exemplo de amor à profissão." (Nicete Bruno, atriz)

"Trabalhei com ela em diversas peças e em trabalhos na TV. Ela sempre teve uma postura profissional raríssima no Brasil, era de uma violência profissional marcante. Uma das maiores perdas para o teatro brasileiro." (Antonio Abujamra, diretor)

 

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