Internacional

CNE confirma Maduro como presidente

Folhapress
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Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Presidente do CNE proclama vitória de Nicolás Maduro

A presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela, Tibisay Lucena, proclamou ontem Nicolás Maduro, 50 anos, como presidente eleito do país e rejeitou a petição do candidato derrotado Henrique Capriles de recontagem manual dos votos da eleição de anteontem.

Na ata de proclamação, Lucena leu os resultados do CNE: Maduro obteve 50,75% dos votos, contra 48,97% de Capriles.

Pesquisas anteriores à eleição indicavam que Maduro, herdeiro político do ex-presidente Hugo Chávez, venceria Capriles por 15 a 20 pontos percentuais. Em outubro do ano passado, Capriles perdeu as eleições presidenciais frente a Chávez por 11 pontos percentuais.

A presidente do CNE instou Capriles a buscar as instâncias legais para reclamar dos resultados das urnas, citando que a Venezuela é um Estado de Direito.

“Não será o acosso, a ameaça ou amedrontamento as vias para conseguir coisas no Poder Eleitoral”, disse ela ao opositor, que convocou um panelaço para esta noite e protestos para amanhã e quarta-feira caso suas exigências não fosse atendidas.

Na Venezuela, o Supremo Tribunal de Justiça é alinhado ao governo - seus integrantes foram indicados pela maioria chavista da Assembleia Nacional.

A cúpula do CNE, formada por cinco pessoas, também é alinhada ao governo, com exceção de Vicente Díaz, ligado à oposição. Díaz, que defendia a recontagem, não participou da proclamação de Maduro

Distúrbios

Enquanto a cerimônia ocorria, moradores do leste rico de Caracas, uma base antichavista, promoviam um panelaço, sem esperar a hora indicada por Capriles.  Segundo as agências de notícias, milhares de estudantes entraram em confronto em Caracas com a Guarda Nacional, que disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes. Os estudantes atiraram pedras contra a polícia.


Governo brasileiro considera legítimo o resultado das eleições

O governo brasileiro considerou ontem legítimo o resultado da eleição venezuelana, que apontou Nicolás Maduro como o novo presidente do país ontem.

Segundo a Presidência,  Dilma Rousseff conversou com Nicolás Maduro pelo telefone e “manifestou sua satisfação com o clima de normalidade da votação”.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota,  disse ontem que o Brasil apoia as declarações da missão de acompanhamento eleitoral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que afirmou ser necessário respeitar o resultado anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral venezuelano. “O conselho, quando dá um resultado eleitoral, é porque considera que os resultados são irreversíveis”, afirmou Patriota após encontro com o chanceler da Venezuela, Luis Fernando Carreira Castro, em Brasília.

Patriota afirmou que a posição da Unasul será seguida pelo Mercosul.

 

 

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