Esportes

Diário de Bordo: Copa do Brasil 2013

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Tranquilidade

O clima entre os jogadores do Noroeste era bastante tranquilo ontem na concentração. A mesma calma podia ser observada nos arredores do Estádio Heriberto Hülse, no final da tarde. O Tigre fez venda antecipada de ingressos, mas a maior procura deve acontecer mesmo hoje, na hora do jogo. Ontem, pouca gente vestia a camisa do Criciúma no centro da cidade.

Turbulência

A delegação do Noroeste chegou ao hotel onde o time se concentra por volta das 22h de segunda-feira. Nada de anormal no transcorrer da viagem, a não ser um “susto” no momento do pouso, em São Paulo, quando a equipe fazia a conexão com o voo até Florianópolis. O pouso foi um pouco brusco, relataram os noroestinos, assustando os “marujos” de primeira viagem. Via terrestre, de Floripa a Criciúma, jogadores e comissão técnica eram só elogios ao ônibus fretado pela diretoria.

Trepidando

A reportagem do JC seguiu ontem para Criciúma, fazendo um roteiro diferente da delegação alvirrubra. Via terrestre até Campinas, e de lá, voo para Curitiba. Até aí, tudo beleza. Da capital paranaense até o interior catarinense, a aeronave era bem menor e não teve jeito: decolagem e pouso com muita chacoalhada. Aliás, o Aeroporto de Criciúma, que na verdade fica no município vizinho de Forquilhinha, é acanhado, e lembra muito o nosso simpático Aeroclube de Bauru.

Paixão

Uma coisa não se pode negar: o torcedor do Criciúma faz questão de rejeitar o rótulo de “torcedores mistos”, aqueles que torcem para um time “grande” e para o time da sua cidade. Pelo menos quem falou com a reportagem garante que boa parte é só Tigre. E ponto final.

Investindo pesado

O Centro de Treinamento do Criciúma fica quase fora da cidade, e a área pertence ao próprio clube. Lá, são seis campos de dimensão oficial, e um alojamento que está sendo construído para abrigar até 130 atletas das categorias de base. A obra começou em março e vai custar pouco mais de R$ 3,7 milhões, verba conquistada através de convênio com o Ministério do Esporte. Um bom exemplo que pode inspirar modalidades de Bauru, inclusive o próprio Alvirrubro – buscar recursos governamentais para incentivar as categorias de base.

Não é mera coincidência...

Um ponto negativo, que também está presente em Bauru: o trânsito carregado no final da tarde, que exige muita paciência dos motoristas – Criciúma tem quase 200 mil habitantes, contra 350 mil da Cidade Sem Limites. A exemplo de Bauru, a cidade catarinense sofre com o excesso de veículos, agravado pelo fato das ruas centrais serem bastante estreitas. E é nesta região que fica o Estádio Heriberto Hülse. Ou seja, é melhor chegar cedo no palco do jogo.

Em dia

O Noroeste recebeu ontem a cota de R$ 130 mil pela participação na primeira fase da Copa do Brasil. Prontamente, o clube quitou os salários de março dos atletas e funcionários, ou seja, a equipe joga hoje com os vencimentos em dia. Além disso, o presidente Anis Buzalaf Jr. (foto), que acompanha a delegação em Criciúma, falou ao JC que, em caso de classificação, vai bonificar a equipe com R$ 40 mil, valor que será rateado entre elenco e comissão técnica caso o Norusca chegue na segunda fase.

Descontraído

O Noroeste sabe que o favoritismo e a obrigação da vitória são do Criciúma. Isso certamente ajudou a deixar o clima mais ameno para os alvirrubros, que serão franco atiradores hoje à noite. No treino de ontem, acompanhado com exclusividade pelo JC, o técnico Luciano Sato não fez trabalho tático. Preferiu conversar com o elenco e treinar cobranças de pênaltis, além do famoso “dois-toques”. Nas cobranças, aliás, até o presidente Buzalaf arriscou, mas Yuri defendeu! No final, um rachão, envolvendo os atletas e a comissão técnica.

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