O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, indeferiu o pedido de refúgio do britânico Michael Eugene Misick. Ele alegava perseguição política, mas o ministro justificou que faltaram provas para conceder o refúgio.
Ex-premiê das ilhas caribenhas Turcos e Caicos, que fazem parte do Reino Unido, Misick é investigado por denúncias de corrupção em seu país e está na lista vermelha da Interpol. Valendo-se de um tratado de extradição assinado com o Brasil, o Reino Unido pediu à Justiça brasileira que devolva Misick às ilhas.
Em 2011, ele pediu refúgio ao Conare (Comitê Nacional para Refugiados), alegando perseguição política porque teria lutado pela independência das ilhas. O Conare negou o pedido e o britânico recorreu ao ministro. Cardozo indeferiu o recurso por considerar que Misick "não atende nenhum requisito para ganhar a condição de refugiado", segundo o ministério.
Em dezembro de 2012, Misick foi preso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, mas em fevereiro deste ano o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que ele fosse solto. O ministro também determinou que Misick se apresente todas as semanas à Justiça Federal em São Paulo.
Com o indeferimento definitivo do pedido de refúgio, o processo de extradição de Misick, formulado pelo Reino Unido, volta a ter andamento.