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Assembleia propõe início de greve

Bruna Dias
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Representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) de Bauru se reuniram, na tarde desta sexta-feira (19), com professores da rede estadual de ensino para avaliar a possibilidade de deflagrar uma greve. A categoria ainda reivindica melhorias salariais, já que na ação do ano passado apenas ficou definida a incorporação das gratificações.

A diretora estadual da entidade, Suzi da Silva, explica que a assembleia regional, que aconteceu na Praça Rui Barbosa em Bauru, também tem o objetivo de chamar os docentes para o evento estadual, que acontecerá hoje, às 14h, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Capital.

“Na realidade, é uma assembleia regional, porque vamos ter o encontro estadual em São Paulo e o ponto principal da nossa pauta é a decisão pela greve. Vamos ouvir o que os representantes das escolas aqui de Bauru pensam para podermos levar um posicionamento para São Paulo”, disse.

Até o fechamento desta edição, 40 professores de Bauru e região já tinham confirmado a presença na assembleia estadual, segundo Suzi. “A greve está prevista porque as nossas reivindicações junto ao governo não estão sendo atendidas nos últimos anos. Há três anos o governo fez uma proposta de reposição das perdas, parcelada em quatro anos, e a incorporação de algumas gratificações aos nossos salários”, frisou.

Proposta

Ao final da tarde de ontem, a Secretaria de Estado da Educação enviou uma nota divulgando a proposta de reajuste salarial de 8,1% para os profissionais da educação.

Segundo o comunicado, o governador Geraldo Alckmin encaminhou ontem à Assembleia Legislativa de São Paulo o projeto de lei complementar que propõe elevar o reajuste salarial previsto para julho a 415 mil servidores da Educação, entre eles os mais de 270 mil funcionários ativos dos quadros do magistério e de apoio escolar e cerca de 145 mil aposentados.

Em entrevista ao JC depois da assembleia regional, Suzi da Silva enfatizou que até o momento o Estado não tinha apresentado proposta salarial para as entidades, por isso, a ideia de paralisação era forte.

“Eles ainda não fizeram nenhum tipo de proposta para as entidades. Depois da nossa assembleia desta quarta-feira (17), ficou mais forte a decisão pela greve. Vamos levar o nosso posicionamento para São Paulo na sexta-feira (amanhã) e compartilhar. No período da tarde haverá a votação para definirmos se haverá greve ou não”, finalizou.

Ainda segundo a nota enviada pela Secretaria de Educação, a pasta estaria elaborando atualmente, com a colaboração de representantes de associações e sindicatos do magistério, um plano de carreira, que deve ser concluído ainda neste semestre.

 

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