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Divino Messias Bento é absolvido

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo

Após várias horas, jurados decidiram, por quatro votos, pela absolvição de Divino Bento (à frente)

Na tarde de ontem, um homem de 47 anos foi finalmente absolvido da acusação de um assassinato ocorrido em 2009. Divino Manoel Messias Bento confessou ter atirado várias vezes contra Heraldo Renato Barbosa, 32 anos. Contudo, o júri entendeu que ele agiu em legítima defesa. A vítima era recém-egressa do sistema prisional e colecionava passagens criminais.

O crime ocorreu no dia 3 de março de 2009, na quadra 1 da rua Antônio Martins. Heraldo Renato Barbosa, conhecido como Heraldinho, foi morto com sete tiros pouco após a meia-noite.

A vítima havia saído há apenas quatro dias da cadeia. Segundo a polícia, Heraldo já havia sido preso por furto, roubo, danos, entre outros crimes. Em 1996, foi preso por uma tentativa de homicídio e, no dia 28 de fevereiro de 2008, foi preso por porte ilegal de arma.

Divino Messias Bento, morador da casa onde o corpo da vítima foi encontrado, foi apontado como o autor dos disparos. Segundo ele, Heraldo foi até a sua residência em busca de vingança.

O réu conta que Heraldo chegou à residência e rendeu sua esposa. Armado, ele teria ficado esperando que Divino Bento saísse de dentro de casa. Contudo, o homem estava na parte de fora e conseguiu desarmar a vítima.

Após luta corporal – as investigações apontaram que havia vários objetos quebrados –, Divino disparou várias vezes contra a vítima. O número de disparos foi o cerne do julgamento, uma vez que os jurados precisavam decidir se o caso foi legítima defesa ou uma execução.

A defesa do réu sustentou que ele agiu para defender a si próprio e também sua família. Os advogados argumentavam que o excesso de força – vários disparos - não caracterizava uma execução, destacando a dificuldade de alguém conseguir se controlar em uma situação dessas. Eles também ressaltaram a periculosidade da vítima.

O próprio promotor criminal foi bastante contido em sua fala. Ele disse que, pelos fatos, não era possível apontar se a vítima realmente havia sido executada. Por fim, até aconselhou pela absolvição do réu.

Absolvido

Após o julgamento, que começou pela manhã e terminou só por volta das 16h30, o júri decidiu absolver Divino Manoel Bento. Os jurados consideraram que ele realmente foi o autor dos disparos que tiraram a vida de Heraldo Barbosa, porém, por quatro votos, o homem foi absolvido.

Como o resultado depende da maioria, não são divulgados se os três votos restantes condenavam ou absolviam Divino Manoel Messias Bento.

No julgamento, não compareceram nenhum dos familiares da vítima. Pelo réu, estavam sua esposa e filha. Elas comemoraram a absolvição.

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