Cinco anos após o devastador terremoto que deixou 87 mil mortos na província chinesa de Sichuan, um forte tremor voltou a atingiu a região, no Centro do país. Até o fechamento desta edição, a informação era que 157 pessoas morreram e 5.700 ficaram feridas.
O abalo, de magnitude sete, ocorreu na cidade de Yaan às 8h02 (21h02 de ontem em Brasília), a 13 km da superfície - profundidade considerada pequena, o que amplia o impacto.
Segundo autoridades, mais de 7 mil soldados foram enviados para participar dos trabalhos de resgate, além de aeronaves e máquinas para retirar escombros.
Os fornecimentos de água e de energia pararam de funcionar, assim como as linhas de telefone. Muitas estradas foram destruídas após desmoronamentos, o que dificulta o acesso à província.
Os locais mais afetados foram Lushan e Longmen, distritos de Yaan, onde quase todos os prédios foram destruídos, segundo autoridades.
De acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, ao menos 32 sobreviventes foram tirados de escombros em Lushan, enquanto dezenas de feridos eram atendidos.
O premiê da China, Li Keqiang, foi de helicóptero até Yaan para ter uma ideia dos estragos e coordenar os trabalhos de resgate e atendimento às vítimas do sismo, o pior na China desde 2008.
A prioridade é acelerar as buscas, disse Li, ressaltando que as primeiras 24 horas após o abalo “valem ouro” para achar sobreviventes.
O tremor foi sentido a centenas de quilômetros do epicentro. Em Chengdu, capital da província, que fica a 140 km de Yaan, moradores relataram à Xinhua que o abalo durou cerca de 20 segundos.
Durante todo o dia, o canal estatal CCTV mostrou imagens de prédios destruídos e feridos sendo atendidos no distrito de Lushan, onde ocorreu a maioria das mortes.
Após os recentes casos de um novo tipo de gripe aviária no país, que já deixou 18 mortos, o tremor é mais um teste para a capacidade de reação e a transparência da nova liderança chinesa, que tomou posse em março.No sismo de 2008, o governo do presidente anterior, Hu Jintao, foi duramente criticado pela ação ineficiente.