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Rebelião-GO: reféns são libertados após 18h de motim em complexo prisional

Por Adriana Farias | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Quatro reféns foram libertados, na manhã deste domingo (21), após passarem 18h em poder de três presos durante um motim no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na capital de Goiás.

A revolta começou às 13h30 de ontem e terminou hoje por volta das 7h30. Os reféns, três enfermeiros e um agente penitenciário, não foram feridos e passam bem.

O motim teve início quando um preso roubou a arma de um agente penitenciário, de acordo com a Agsep (Agência Goiana do Sistema de Execução Penal). O detento fingiu que passava mal e pediu socorro ao funcionário.

Outros dois presos ofereceram ajuda para carregar o colega que passava por uma suposta convulsão. Ao chegar ao posto de saúde, que fica em outro bloco do complexo prisional, o preso supostamente doente roubou o revólver calibre 38 do agente penitenciário e o fez de refém junto com outros três enfermeiros. No local, havia outros oito presos em atendimento médico.

O presidente da Agsep, Edemundo Dias de Oliveira Filho, disse à reportagem que o conflito não foi pior porque outros presos não aderiram ao motim, mas que ficou preocupado no momento que os três detentos perderam o controle ao ingerirem álcool e remédios do posto de saúde.

"Não foi uma rebelião porque os amotinados não contaminaram os outros detentos, mas ficamos preocupados quando, durante a noite, no período de negociações, eles passaram a ingerir álcool, junto com outros medicamentos. Eles estavam fora de si", afirmou.

Durante as negociações, os presos ameaçaram explodir o local usando botijões de gás, disse a Agsep. Eles também exigiam carros e armas para promover uma fuga, segundo a Polícia Militar.

A Agsep abriu um processo administrativo para investigar a conduta do agente penitenciário que levou os presos ao posto de saúde do complexo. "Ele agiu fora dos padrões e isso vai ser apurado com rigor. Ele não poderia ter aceitado a ajudada dos presos para levar o outro que fingia passar mal. Além disso, ele não poderia fazer essa locomoção portando uma arma carregada com seis projéteis e os presos não estavam algemados também. Isso foge totalmente do regulamento".

 

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